Investigado por homicídios e tráfico na Bahia é preso fora do estado
Apontado como líder de uma facção criminosa em São Francisco do Conde, o suspeito foi preso em Fortaleza, no Ceará
Por Da redação.
A busca por um dos principais nomes do crime organizado com atuação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) acabou fora da Bahia. Apontado como líder de uma facção criminosa em São Francisco do Conde, o suspeito foi preso na tarde deste sábado (28), em Fortaleza, no Ceará.
O homem já era alvo de investigações por uma série de crimes e tinha mandado de prisão em aberto. Durante a abordagem, ele foi flagrado com uma arma de fogo e munições.

De acordo com as investigações, o suspeito é apontado como responsável direto por homicídios registrados na RMS, além de envolvimento com tráfico de drogas e armas, corrupção de menores, lavagem de dinheiro e roubos.
A prisão ocorreu durante a Operação Artemis, após trabalho de inteligência que identificou o deslocamento do investigado para fora da Bahia, numa tentativa de se manter fora do radar das autoridades. Mesmo fora da área onde atuava, ele foi localizado e preso.

Participaram da ação equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Bahia (FICCO-BA), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da FICCO do Ceará e da Polícia Militar cearense.
Violência na Bahia
A Bahia apareceu como o segundo estado mais violento do Brasil em 2024, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o ranking, o Amapá lidera a lista dos estados mais violentos do Brasil, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem a Bahia (40,6), Ceará (37,5), Pernambuco (36,2) e Alagoas (35,4).
O estudo aponta que, em 2024, foram registrados 6.036 homicídios na Bahia, em números absolutos, o que representa uma taxa de 40,6 casos a cada 100 mil habitantes. Mas, apesar da posição no ranking, a Bahia apresentou uma redução de 8,4% em relação ao anuário anterior, de 2023, quando a taxa de mortalidade era de 44,4 por 100 mil habitantes.
Ainda segundo o estudo, Salvador é a segunda capital brasileira com mais mortes violentas intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes. A capital baiana fica atrás apenas do Macapá, no Amapá.
De acordo com o documento, a taxa de mortes violentas intencionais em Salvador, no ano passado, foi de 61, enquanto em Macapá a taxa foi de 71. As MVI contemplam mortes de policiais civis e militares em situações de confronto, além de mortes decorrentes de intervenção policial (em serviço e fora de serviço).
Comparando com 2022, no entanto, Salvador apresentou redução no total de MVI - de 65,2 para 61,0, o que representa uma diminuição de 6,5%. A diferença é acima da média nacional (3,4%).
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