Homem é preso após agredir companheira e deixar filha de 1 ano desacordada na Bahia
Criança de 1 ano e 6 meses sofreu uma lesão na cabeça e perdeu a consciência; mãe também foi encontrada com ferimentos no rosto
Por Victor Hernandes.
Uma criança de 1 ano e 6 meses ficou desacordada após ser agredida dentro de casa, na noite de domingo (1º), em Caetité, no sudoeste da Bahia. A mãe dela também foi vítima de violência e apresentava ferimentos no rosto. O companheiro da mulher, suspeito das agressões, foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

A ocorrência foi registrada por equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), da 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), após uma denúncia de violência doméstica recebida pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom).
Quando chegaram ao local, os agentes encontraram o suspeito no interior da residência. Segundo a PM, ele tentou impedir a entrada da guarnição, segurando a porta, mas foi surpreendido pelos agentes.
Na sequência, o homem tentou fugir em direção à rua, mas acabou alcançado, imobilizado e algemado pelos militares.
Dentro da casa, os policiais encontraram a mulher com ferimentos visíveis e sangramento intenso no rosto. A criança também apresentava uma lesão na cabeça e estava inconsciente.
Mãe e filha foram socorridas pela PM
Por conta dos ferimentos, as duas vítimas foram socorridas pelos próprios policiais e encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caetité.
O suspeito também precisou de atendimento médico e foi sedado antes de ser encaminhado à custódia.
Violência doméstica na Bahia
O caso em Caetité chega após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) registrar mais de 10 mil denúncias de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026. O número representa um aumento significativo em relação ao período anterior, que contabilizou 8.106 casos. A maioria das vítimas é composta por mulheres. No mesmo intervalo, foram formalizadas 247 denúncias por feminicídio no estado.
Segundo o órgão, as denúncias têm como objetivo responsabilizar os autores e oferecer uma resposta institucional à violência extrema contra mulheres, que inclui agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais, geralmente ocorridas no ambiente doméstico.
Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), promotor de Justiça Adalto Araújo, o enfrentamento dessa realidade exige mobilização coletiva. “Acreditamos que essa luta diária, somada ao esforço de toda a comunidade, pode ajudar a transformar a sociedade, para que toda mulher possa viver num mundo de mais equidade e paz”, afirmou.

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