Fraude milionária contra a Caixa Econômica Federal na Bahia é investigada pela PF; entenda esquema criminoso
Os prejuízos apurados até o momento superam R$ 7,6 milhões
Por Taís Rocha.
Uma operação que investiga supostas fraudes contra a Caixa Econômica Federal, na Bahia, foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10). Até o momento, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em Nova Viçosa, no extremo sul do estado, expedidos pela Justiça Federal.
De acordo com informações da Polícia Federal, o investigado é suspeito de ter utilizado sua posição para realizar operações bancárias fraudulentas. Os prejuízos apurados até o momento superam R$ 7,6 milhões.

Suspeita de uso de dados falsos em operações bancárias
A apuração busca esclarecer possíveis crimes contra a administração pública e a fé pública. Entre as suspeitas de crimes cometidos estão a abertura irregular de contas bancárias, inserção de dados falsos em sistemas informatizados, contratação fraudulenta de operações de crédito e transferência indevida de recursos para benefício próprio.
Materiais apreendidos
Durante a operação foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais, que serão submetidos à análise pericial para aprofundar identificar outros suspeitos de participação nos crimes ou beneficiários.
A investigação continua para esclarecer completamente os fatos e identificar a destinação dos valores supostamente desviados. A Polícia Federal também pretende verificar a existência de outros crimes relacionados ao caso e adotar medidas para recuperação dos ativos e ressarcimento dos prejuízos causados à instituição financeira.

Até a publicação desta reportagem, a Caixa Econômica não havia se pronunciado sobre a operação, o espaço segue aberto.
Outras operações envolvendo esquema milionário nesta quinta-feira (10)
Operação Reino Oculto desarticula grupo criminoso e revela esquema que movimentou mais de R$ 4 milhões na Bahia
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Reino Oculto, com o objetivo de desarticular um esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 4 milhões e utilizava uma empresa de transporte e logística de fachada para realizar o deslocamento de drogas e armas.
Ao todo, mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e da Região Metropolitana, além de dois municípios do interior da Bahia e seis cidades dos estados de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.

Operação Reino Oculto
As investigações, iniciadas em março deste ano, identificaram indícios de tráfico de drogas, associação e organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo era dividido em diferentes núcleos, responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda de drogas, além do fornecimento de armas de fogo.
Ainda segundo as investigações, os criminosos enviavam drogas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe e também negociavam armas de fogo e munições de calibre 5,56. O transporte dos materiais era realizado com o apoio de uma empresa utilizada como fachada.

A operação mobiliza mais de 250 policiais civis e conta com o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MPBA).
As investigações são conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com participação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA).
Também atuam na operação equipes dos departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).
A ação ainda conta com equipes da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
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