'Foi Deus', diz jovem resgatado após 5 dias desaparecido no Pico Paraná

Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, que estava desaparecido desde o dia 1º de janeiro no Pico Paraná, foi encontrado nesta segunda (5)

Por Bruna Castelo Branco.

Fonte: Emanuelle Menezes - SBT News

Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, que estava desaparecido desde o dia 1º de janeiro no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, no Paraná, afirmou que atribui a Deus o fato de ter sido encontrado com vida nesta segunda-feira (5).

“Foi Deus. Se você ver meu estado, você não acredita”, disse o rapaz em uma conversa por vídeo com familiares na manhã desta segunda, logo após conseguir ajuda em uma fazenda na região de Antonina, no Paraná.

Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, que estava desaparecido desde o dia 1º de janeiro no Pico Paraná, foi encontrado nesta segunda (5). | Foto: Redes Sociais

Roberto relatou que, apesar de ferimentos e escoriações, está bem. “Estou cheio de roxo no corpo, várias escoriações, não consigo enxergar porque perdi meu óculos, sem bota, mas estou bem”, afirmou. Ele foi encaminhado para o Hospital de Antonina.

Segundo o tenente Ícaro Gabriel, do Corpo de Bombeiros, o jovem chegou sozinho à localidade de Cacatu, na descida do Pico Paraná, após caminhar mais de 20 quilômetros. Roberto ficou cinco dias desaparecido.

Roberto relatou que, apesar de ferimentos e escoriações, está bem. | Foto: Redes Sociais

Desaparecimento durante trilha

Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro com uma amiga, Thayane Smith, também de 19 anos, e chegou ao cume do Pico Paraná na madrugada de 1º de janeiro. De acordo com a jovem, durante a subida ele passou mal, mas conseguiu concluir o percurso.

Após um período de descanso, os dois iniciaram a descida por volta das 6h30. Em um trecho antes de um acampamento, Roberto se separou da amiga e desapareceu. Outro grupo passou pelo local pouco depois, mas já não encontrou o jovem.

Caso Juliana Marins

No dia 11 de julho de 2025, peritos brasileiros divulgaram detalhes sobre a morte da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, que caiu no Monte Rinjani, na Indonésia, no dia 20 de junho. Segundo uma nova autópsia realizada no Brasil, Juliana permaneceu viva por cerca de 32 horas após a primeira queda.

Desde que o corpo foi encontrado, no dia 24 de junho, o caso tem sido investigado para esclarecer as circunstâncias da morte, especialmente o tempo que a jovem resistiu após o acidente. A primeira autópsia, realizada em Bali, apontou que Juliana sofreu múltiplas fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa, causadas por um trauma contundente.

No dia 11 de julho de 2025, peritos brasileiros divulgaram detalhes sobre a morte da publicitária Juliana Marins, de 26 anos. | Foto: Redes Sociais

As lesões provocaram hemorragia interna e danos a órgãos vitais, indicando que a morte teria ocorrido pouco tempo após o impacto. Ainda assim, os legistas da Indonésia afirmaram que Juliana teria sobrevivido por até quatro dias.

No entanto, após o corpo ser trazido ao Brasil, a família solicitou uma nova perícia. Em coletiva de imprensa nesta sexta, a irmã de Juliana, Mariana Marins, acompanhada de peritos da Polícia Civil, informou que a jovem permaneceu viva por 32 horas após a primeira queda.

Segundo a Polícia Civil, Juliana inicialmente deslizou de costas por cerca de 60 metros, até colidir com um paredão rochoso. Depois, seguiu em queda por uma distância total de aproximadamente 220 metros em relação à trilha original. Acredita-se que, no impacto final, ela tenha caído de frente, o que teria causado sua morte.

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