Exame revela provável causa da morte de macaco de ex-deputado Marcell Moraes
Laudo aponta choque hipovolêmico hemorrágico como provável causa da morte de Alcebíades, macaco-prego que pertencia ao ex-deputado Marcell Moraes, e descreve hemorragias extensas e sinais de traumatismo cranioencefálico
Por Victor Hernandes.
A provável causa da morte do macaco de Marcell Moraes foi apontada em um exame necroscópico. O laudo indica choque hipovolêmico hemorrágico como possível causa do óbito de Alcebíades, macaco-prego que pertencia ao ex-deputado estadual. O documento descreve hemorragias extensas, lesões em diferentes tecidos e órgãos e sinais de traumatismo cranioencefálico.

O exame foi produzido pelo Laboratório de Patologia Veterinária Histopathus. A conclusão definitiva, no entanto, ainda depende de análises complementares para esclarecer as circunstâncias da morte.
Laudo aponta choque hemorrágico e recomenda novos exames
O relatório recomenda exames histopatológicos e toxicológicos para aprofundar a investigação. Os procedimentos podem ajudar a identificar possíveis alterações na coagulação sanguínea e a presença de substâncias tóxicas.
A possibilidade de exposição a agentes tóxicos também foi considerada entre as hipóteses investigadas, mas não havia confirmação de que o animal tivesse ingerido essas substâncias.
Macaco de Marcell Moraes morreu após ser resgatado em Salvador
Alcebíades morreu em 5 de outubro, após ser resgatado pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) no condomínio Alphaville 2, em Salvador. Em seguida, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).
Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o macaco chegou à unidade desacordado e debilitado, com lesões na face e na língua, febre e frequência cardíaca elevada.
Ex-deputado acusou vizinho de agredir o macaco
Antes da morte do animal, Marcell Moraes acusou um vizinho de atingi-lo com uma pá. Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que o morador teria admitido a agressão e cobrou a responsabilização dos envolvidos.
O Inema também informou que havia a possibilidade de o macaco ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados em uma residência.
De acordo com o boletim de ocorrência, o animal mordeu três pessoas durante as tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro. Até o momento, os achados do exame não estabelecem, por si só, a causa definitiva da morte. A investigação depende de análises complementares para esclarecer as circunstâncias do caso.

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