Entenda como vão funcionar as câmeras de videomonitoramento no Porto da Barra
Porto da Barra, em Salvador, será uma das primeiras praias da capital baiana a contar com sistema de videomonitoramento integrado para reforçar a segurança de banhistas e fiscalizar embarcações
Por Ananda Costa.
O Porto da Barra, eleita uma das melhores praias do Brasil, será a primeira da capital baiana a receber um sistema de videomonitoramento integrado entre a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Capitania dos Portos.

A proposta combina uma barreira física no mar com um sistema de câmeras de alta resolução capazes de monitorar toda a área destinada aos banhistas. Caso uma lancha, jet ski ou outra embarcação motorizada ultrapasse o limite estabelecido, a infração será registrada automaticamente e encaminhada aos órgãos responsáveis pela fiscalização.
De acordo com a Guarda Civil Municipal, o funcionamento do sistema foi estruturado em três etapas: delimitação da área por meio de boias, monitoramento por videomonitoramento e atuação integrada entre os órgãos municipais e federais.
As boias serão instaladas entre 80 e 100 metros da faixa de areia, criando um perímetro exclusivo para banho. As câmeras ficarão posicionadas de forma estratégica para cobrir todo o espelho d'água e registrar qualquer invasão da área protegida.
Como será feita a fiscalização com câmeras de videomonitoramento no Porto da Barra

As imagens captadas pelas câmeras serão transmitidas ao Centro de Comando e Operação (CCO) da Prefeitura de Salvador. A partir daí, as informações serão analisadas e compartilhadas em tempo real com a Guarda Civil Municipal e com a Capitania dos Portos, responsável pela fiscalização das embarcações no mar.
Segundo a GCM, enquanto a Guarda atua na faixa de areia e no apoio às equipes em terra, cabe à Capitania aplicar multas, realizar abordagens e apreender embarcações quando houver irregularidades nas águas.
Além das invasões à área destinada aos banhistas, o sistema também será utilizado para identificar outras infrações e situações de risco.
Entre elas estão excesso de velocidade de embarcações, manobras perigosas, uso irregular da rampa de acesso do Forte de Santa Maria, descarte inadequado de resíduos, possíveis danos ambientais e ocorrências relacionadas à segurança pública ou a operações de salvamento.
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