Criança sofreu acidente antes de jovem ser jogada sem corda de Rope Jump
Criança sofreu acidente três meses antes de jovem ser arremessada sem cordas na Trilha da Ponte do Esqueleto
Uma criança de 9 anos sofreu um acidente durante um salto de rope jump realizado pela mesma equipe responsável pela atividade que terminou com a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Trilha da Ponte do Esqueleto, em São Paulo. O caso envolvendo a criança aconteceu três meses antes da fatalidade.
Em março deste ano, uma falha no sistema de debreagem, mecanismo responsável pelo controle e frenagem da corda durante o salto, quase provocou a morte do garoto. Na ocasião, o menino havia participado da atividade pouco depois de posar para um vídeo ao lado de uma menina de 7 anos, utilizando equipamentos do grupo Entre Cordas, responsável pelo salto.

O integrante da equipe Luis Gustavo, que realizou o salto junto com a criança, relatou à polícia o momento em que percebeu a falha durante a queda. O pai do menino também fazia parte do grupo e acompanhou o salto. Ele foi ouvido pela Polícia Civil na condição de testemunha durante as investigações.
A Polícia Civil concluiu no sábado (4) o segundo inquérito que apura a morte da jovem. O procedimento resultou na manutenção da prisão de quatro pessoas investigadas por envolvimento no caso. A investigação busca esclarecer as condições de segurança oferecidas pela equipe e possíveis falhas na execução da atividade.
Investigação aponta responsabilidade da organizadora
Além do indiciamento, a corporação solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária de Evelyne, decretada em 20 de junho, em prisão preventiva. Segundo a investigação, ela integrava o grupo responsável pela organização da atividade, participando da definição da logística, da administração dos participantes, da divulgação do evento e da manutenção da estrutura necessária para a realização dos saltos.
De acordo com o relatório policial, a organizadora tinha o dever legal de garantir a segurança da atividade e assumiu o risco ao permitir que o evento ocorresse em condições consideradas precárias pelos investigadores.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para localizar a câmera utilizada por Maria Eduarda durante o salto. O equipamento é considerado uma peça importante para esclarecer a dinâmica do acidente e, até o momento, não foi encontrado.

Em nota, a defesa de Evelyne afirmou que recebeu a conclusão do inquérito com respeito, mas discorda do indiciamento. Segundo o advogado Maurício Marchiori, as teses defensivas serão apresentadas no momento oportuno, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.
Uma pessoa que presenciou a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, afirmou ao SBT News, que funcionários da empresa responsável pelo salto demonstraram frieza após o acidente e teriam tentado ocultar evidências do ocorrido.
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