Combate à violência na Bahia terá permanência de 510 policiais militares da reserva por mais três anos
Prorrogação autorizada por Jerônimo Rodrigues mantém profissionais em atividades de apoio nos batalhões, companhias e centros de comunicação da Polícia Militar
Por Victor Hernandes.
O combate à violência na Bahia contará com a permanência de 510 policiais militares da reserva por mais três anos. A prorrogação foi autorizada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e publicada neste sábado (17) no Diário Oficial do Estado (DOE).

Os profissionais atuam em funções de apoio que contribuem para o funcionamento das unidades da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) e dão suporte às equipes operacionais em diferentes regiões do estado. Os policiais estão distribuídos entre batalhões, companhias e os 19 Centros Integrados de Comunicações (Cicom) da Bahia. Entre as atividades desempenhadas estão serviços administrativos, capacitação de tropas e teleatendimento a baianos e turistas.
A medida busca manter o suporte à estrutura da segurança pública estadual e permitir que policiais militares da ativa se dediquem às ações preventivas e de repressão qualificada nas ruas.
Bahia convocou 2 mil policiais militares da reserva em três anos
Segundo o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, cerca de 2 mil policiais militares da reserva foram convocados nos últimos três anos para atuar em atividades de apoio à corporação.
“Em pouco mais de três anos, 2.000 policiais militares da reserva foram convocados e trabalham com muita dedicação, permitindo que os PMs das novas turmas reforcem as ações preventivas e de repressão qualificada nas ruas”, afirmou o secretário.
Com a prorrogação, os 510 profissionais continuarão desempenhando suas funções por mais três anos, contribuindo para o suporte administrativo, a comunicação e a capacitação dentro da estrutura da segurança pública estadual.
A medida na área da segurança pública chega após um ranking das cidades com as maiores taxas de mortes violentas por 100 mil habitantes revelar o cenário de violência enfrentado diariamente pelos baianos. Das 20 cidades mais violentas do Brasil, dez estão localizadas na Bahia, segundo dados do Atlas da Violência 2026 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
As informações se referem ao ano de 2024 e mostram que a violência letal no país segue concentrada principalmente nas regiões Norte e Nordeste, enquanto estados do Sul, Sudeste e o Distrito Federal registram os menores índices.
A cidade mais violenta do Brasil é Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará, com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparece Jequié, no sudoeste da Bahia, com índice de 79,4. Na edição anterior do Atlas, divulgada em 2025 com dados de 2023, o município baiano também ocupava a segunda posição.
Além de Jequié, outras nove cidades baianas aparecem entre as 20 mais violentas do país: Juazeiro, Feira de Santana, Porto Seguro, Simões Filho, Camaçari, Teixeira de Freitas, Lauro de Freitas, Ilhéus e Salvador.
Conforme o levantamento, a Bahia registrou 6.061 mortes violentas em 2024, o maior número absoluto do Brasil. A taxa estadual foi de 40,9 homicídios por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional, que ficou em 20,1.
O estudo também aponta que, das 20 cidades mais violentas do país, 17 estão localizadas na região Nordeste.

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