Com sítio de luxo, veja como vivia Tenente-Coronel preso por suspeita de encobrir milícia na Bahia
Tenente-Coronel da PM é suspeito de proteger a atuação de uma milícia armada por mais de dez anos na região de Correntina
Um sítio com piscina, gramado, rede de vôlei, árvores e coqueiros. Era nesse imóvel, localizado próximo a um rio, que vivia o tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho, preso sob suspeita de encobrir a atuação de uma milícia armada na região de Correntina, no Oeste da Bahia.

O militar vivia em Santa Maria da Vitória, também no Oeste do estado. Imagens feitas por drone mostram a propriedade cercada por vegetação, com uma ampla área externa, piscina e espaços destinados ao lazer.
Luiz Augusto é investigado por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa que, segundo as investigações, atua há mais de dez anos na região de Correntina.
A prisão preventiva do tenente-coronel foi mantida na quarta-feira (7). Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ele teria recebido cerca de R$ 286 mil de um sargento da reserva da PM apontado como líder da organização criminosa.
O militar foi preso no próprio imóvel após uma denúncia apresentada pelo MP-BA. Ele é suspeito de ter encoberto a atuação da milícia armada na região.
Veja:
Tenente-coronel é suspeito de receber R$ 286 mil
O tenente-coronel foi preso durante a terceira fase da Operação Terra Justa, deflagrada nesta quarta-feira em uma ação integrada do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e da Corregedoria da Polícia Militar.
Segundo denúncia apresentada pelo MP-BA à Justiça, Luiz Augusto é acusado de corrupção passiva militar e teria recebido cerca de R$ 286 mil de um sargento da reserva da PM apontado como líder da organização criminosa.

De acordo com a acusação, a maior parte dos pagamentos teria sido feita por meio de depósitos de aproximadamente R$ 15 mil mensais. Além das transferências bancárias, boletos relacionados à faculdade da filha do oficial e outras despesas pessoais também teriam sido pagos pelo integrante da milícia.
Para o MP-BA, os pagamentos tinham como objetivo fazer com que o policial deixasse de atuar no combate à organização criminosa na região.
Ainda segundo a denúncia, o oficial teria mantido uma relação de favorecimento com o grupo e contribuído para a continuidade das atividades da milícia, inclusive com auxílio na definição de escalas de vigilantes armados.
O MP-BA também aponta indícios de que o tenente-coronel teria usado a influência decorrente do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região após a prisão do sargento apontado como líder da organização.
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