Caso Valdir Cabeleireiro: júri popular é adiado pela quinta vez e ganha nova data em Salvador
Julgamento dos dois homens acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário estava marcado para esta terça-feira (25), mas foi novamente remarcado
Por Ananda Costa.
O júri popular dos dois homens acusados de envolvimento na morte do cabeleireiro Valdir Macário foi adiado novamente nesta terça-feira (25). Esta é a quinta vez que o julgamento é remarcado. De acordo com informações da irmã da vítima, Aldisia Macário, a nova sessão está prevista para o dia 10 de setembro, às 8h.

O julgamento já havia sido adiado anteriormente após o advogado dos réus informar ao juiz que deixaria a defesa por não estar recebendo os honorários advocatícios. Sem representação para os acusados, a sessão precisou ser interrompida e uma nova data foi marcada.
Caso Valdir se arrasta há quase uma década
Valdir Macário foi assassinado há quase dez anos. Os réus Edgar da Silva Santos, conhecido como "Chocolate", e Patric Ribeiro Tupinambá respondem pelo crime de homicídio qualificado.
Os dois foram presos em 11 de janeiro de 2017, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), depois que imagens deles foram divulgadas pela polícia durante as investigações.
Um ano após o crime, Edgar chegou a ser retirado do processo que previa seu julgamento pelo Tribunal do Júri. Na época, a denúncia contra ele foi considerada inadequada por falta de provas suficientes para submetê-lo ao júri popular.
Em 2020, no entanto, Edgar voltou a ser preso, desta vez junto com Carlos Augusto de Souza Matos, em uma nova ação relacionada às investigações sobre a morte de Valdir.
Relembre o caso

Valdir Macário foi assassinado no dia 12 de novembro de 2016, por volta das 19h45, dentro do próprio salão de beleza, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento enquanto clientes aguardavam atendimento.
Os suspeitos encontraram o cabeleireiro em uma sala e efetuaram vários disparos contra ele.
Segundo a versão apresentada por Chocolate à polícia, o crime teria sido motivado pelo fato de Valdir facilitar e acobertar os encontros entre o irmão dele, Reginaldo Manuel da Silva, e a esposa do acusado.
De acordo com o delegado José Bezerra, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) à época, Chocolate foi apontado como mandante do assassinato, enquanto Patric teria participado da execução.
Em depoimento, Chocolate também afirmou que se sentia ameaçado por Valdir e temia uma represália do cabeleireiro em razão do atentado que havia ordenado contra o próprio irmão, Reginaldo.
Após descobrir que sua esposa, Jucilene Alves dos Santos, mantinha um relacionamento com Reginaldo, Chocolate teria pago R$ 20 mil para matá-lo. A tentativa de homicídio, porém, não teve êxito, e Reginaldo sobreviveu após ficar internado por dois meses.
Além do mandado de prisão temporária, Edgar, que já havia sido preso duas vezes e condenado por tráfico de drogas, também foi autuado em flagrante porque, em sua residência, foram encontradas duas pistolas calibre .40, uma espingarda calibre 12 e munições. Ele negou que as armas fossem as mesmas utilizadas no assassinato de Valdir. A perícia ficou a cargo do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
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