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Caso Valdir Cabeleireiro: advogado deixa defesa por falta de honorários e júri é adiado

Julgamento dos dois acusados pela morte de Valdir Cabeleireiro, ocorrida em 2016, foi cancelado nesta quinta-feira (6)

Por Ananda Costa.

O júri popular que julgaria, nesta quinta-feira (6), os dois homens acusados de assassinar o cabeleireiro Valdir Macário foi cancelado e remarcado para o dia 25 de agosto (terça-feira). A informação foi confirmada ao Aratu On por Aldisia Macário, irmã da vítima.

Caso Valdir Cabeleireiro

O adiamento ocorreu após o advogado dos acusados informar ao juiz que deixaria a defesa dos réus por não estar recebendo os honorários advocatícios. Diante da ausência de representação da defesa, o julgamento foi interrompido e remarcado para o dia 25 de agosto (terça-feira).

Os réus, identificados como Edgar da Silva Santos, conhecido como "Chocolate", e Patric Ribeiro Tupinambá, respondem por homicídio qualificado. Eles foram presos no dia 11 de janeiro de 2017, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), após terem as imagens divulgadas pela polícia.

Um ano após o crime, foi divulgado que Edgar não seria julgado por falta de provas, já que a denúncia contra ele foi considerada inadequada. No entanto, ele voltou a ser preso em 2020, junto com Carlos Augusto de Souza Matos.

Relembre o caso

Câmeras de segurança

Valdir Macário foi assassinado no dia 12 de novembro de 2016, por volta das 19h45, dentro do próprio salão de beleza, localizado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento enquanto clientes aguardavam atendimento.

 Os suspeitos encontraram o cabeleireiro em uma sala e efetuaram vários disparos contra ele.

Motivação do crime

Edgar Chocolate

Segundo a versão apresentada por Chocolate à polícia, o crime teria sido motivado pelo fato de Valdir facilitar e acobertar os encontros entre o irmão dele, Reginaldo Manuel da Silva, e a esposa do acusado.

De acordo com o delegado José Bezerra, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) à época, Chocolate foi apontado como mandante do assassinato, enquanto Patric teria participado da execução.

Em depoimento, Chocolate também afirmou que se sentia ameaçado por Valdir e temia uma represália do cabeleireiro em razão do atentado que havia ordenado contra o próprio irmão, Reginaldo.

Após descobrir que sua esposa, Jucilene Alves dos Santos, mantinha um relacionamento com Reginaldo, Chocolate teria pago R$ 20 mil para matá-lo. A tentativa de homicídio, porém, não teve êxito, e Reginaldo sobreviveu após ficar internado por dois meses.

Além do mandado de prisão temporária, Edgar, que já havia sido preso duas vezes e condenado por tráfico de drogas, também foi autuado em flagrante porque, em sua residência, foram encontradas duas pistolas calibre .40, uma espingarda calibre 12 e munições. Ele negou que as armas fossem as mesmas utilizadas no assassinato de Valdir. A perícia ficou a cargo do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

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