Caso Sara Freitas: júri popular de ex-marido e cúmplices acontece nesta terça
Último júri popular do caso Sara Freitas foi adiado após advogados de defesa abandonarem o plenário
A Justiça da Bahia retoma na terça-feira (24) o julgamento dos acusados pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas. A sessão ocorre após um adiamento causado pelo abandono do plenário por parte dos advogados de defesa na última audiência, em novembro de 2025. O júri será realizado em Dias d’Ávila, às 8h30.

No banco dos réus, o principal acusado é o ex-marido da vítima, o pastor Ederlan Santos Mariano, apontado como o mandante do crime. Ao lado dele, outros cúmplices responderão pela morte da cantora, ocorrida em outubro de 2023.
Sara, que tinha 35 anos, foi assassinada com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado.
Primeira Condenação
O motorista por aplicativo Gideão Duarte Lima, acusado de transportar a cantora gospel até o local onde ela foi assassinada, já foi julgado e condenado. Ele recebeu uma pena de 20 anos e 4 meses de prisão.
Gideão foi o primeiro dos quatro réus acusados de envolvimento no crime a ser julgado. Segundo o advogado de acusação, Rogério Matos, o motorista foi considerado culpado por:
-
Homicídio qualificado
-
Ocultação de cadáver
-
Associação criminosa
Caso Sara Freitas
A cantora gospel Sara Freitas, que tinha mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, desapareceu em 24 de outubro de 2023. Seu corpo foi encontrado quatro dias depois, às margens da BA-093, em Dias D’Ávila, seminua e parcialmente carbonizada. Na época, o marido da vítima, Ederlan Mariano, chegou a simular desespero nas redes sociais, ao lado da filha do casal.
Inicialmente, os quatro investigados — Gideão Duarte, Ederlan Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves — seriam julgados juntos. No entanto, os demais acusados entraram com recurso e aguardam a definição de suas respectivas datas de julgamento. Todos seguem custodiados no Complexo Penal da Mata Escura, em Salvador.

Ederlan Mariano diz que não é assassino e que 'Deus é testemunha'
Com a cabeça raspada e dentro da cadeia, o pastor Ederlan Santos Mariano, aparece em vídeo que tem circulado nas redes sociais, afirmando que não é assassino. Ele é acusado mandar matar a esposa, a cantora gospel Sara Freitas, em outubro do ano passado.
"Eu não matei Sara. Eu não sou um assassino. As pessoas estão me acusando de um crime que não cometi. Deus é minha testemunha. Eu não fui o assassino da minha esposa. Deus vai mostrar a verdade. Vocês irão ver, eu sou inocente", diz no vídeo, cuja data não é precisa.
Leia mais: Edson Gomes critica Bolsa Família em show na Bahia: 'Quem recebe é escravo'
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).