Viagra feminino? Entenda como funciona remédio que ajuda a aumentar a libido

A flibanserina, conhecida como viagra feminino, é um medicamento que age diretamente no cérebro, mexendo em substâncias responsáveis pelo desejo sexual

Por Bruna Castelo Branco.

Fonte: Agência Einstein

"É a galera do Tadala"? A flibanserina é um medicamento que age diretamente no cérebro, mexendo em substâncias responsáveis pelo desejo sexual, como serotonina, dopamina e noradrenalina. Essa ação, como explica João Roberto Resende Fernandes, clínico médico do Hospital Israelita Albert Einstein, pode ajudar a aumentar a libido, e por isso o remédio ficou conhecido popularmente como “viagra feminino” — embora funcione de um jeito bem diferente do Viagra usado por homens.

Enquanto o Viagra masculino atua aumentando, como detalha João Roberto, o fluxo de sangue para o pênis e tem efeito rápido, a flibanserina não age no corpo de forma imediata. Ela não provoca excitação automática nem funciona logo após tomar o comprimido. O objetivo do medicamento é agir aos poucos, influenciando o desejo sexual ao longo do tempo.

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A flibanserina, conhecida como viagra feminino, é um medicamento que age no cérebro, mexendo em substâncias responsáveis pelo desejo sexual. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Para que a flibanserina é indicada?

A flibanserina é usada para tratar o transtorno do desejo sexual hipoativo, uma condição em que a pessoa sente queda persistente da vontade de ter relações sexuais, o que causa sofrimento emocional e afeta a qualidade de vida. Não se trata de falta de interesse ocasional, mas, de um problema contínuo.

Situação no Brasil

No Brasil, a flibanserina não é aprovada pela Anvisa, o que significa que não pode ser vendida nem indicada oficialmente no país.

Já nos Estados Unidos, o medicamento é aprovado desde 2015 e é vendido com o nome Addyi. Inicialmente, o uso era indicado apenas para mulheres antes da menopausa. Em dezembro de 2025, a autorização foi ampliada para incluir também mulheres após a menopausa, desde que tenham menos de 65 anos.

A dose usada nos EUA é de 100 mg por dia, tomada à noite, para reduzir o risco de efeitos como sonolência e queda de pressão.

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O objetivo do medicamento é agir aos poucos, influenciando o desejo sexual ao longo do tempo. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Possíveis efeitos colaterais

Algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais, principalmente no início. Os mais comuns são:

  • Tontura
  • Sonolência
  • Cansaço
  • Náusea
  • Boca seca
  • Prisão de ventre
  • Dificuldade para dormir

Em casos raros, podem ocorrer reações mais graves, como desmaios, queda forte da pressão ou sinais de alergia. Nessas situações, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

Quem não deve usar

A flibanserina não deve ser usada por pessoas com problemas no fígado, por quem consumiu álcool recentemente ou por quem tem alergia ao medicamento. Também não é indicada para gestantes ou mulheres que estejam amamentando, já que não há informações suficientes sobre a segurança nesses casos.

Outro ponto importante é que a flibanserina pode interagir com vários outros remédios, incluindo antibióticos, antidepressivos e até produtos naturais. Por isso, antes de qualquer uso, é fundamental conversar com um médico e informar todos os medicamentos e suplementos que a pessoa já utiliza.

No Brasil, a flibanserina não é aprovada pela Anvisa, o que significa que não pode ser vendida nem indicada oficialmente no país. | Foto: Ilustrativa/Pexels

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