Após apreensões de carne estragada na Bahia, veja cuidados antes do consumo
Carne estragada na Bahia: no início da semana, mais de uma tonelada foi apreendida durante os festejos juninos
A dona de casa que costuma comprar carnes para as refeições da família precisa ficar atenta aos sinais que indicam quando uma proteína está imprópria para o consumo. No início desta semana, mais de uma tonelada de carnes e derivados foram apreendidos na Bahia durante os festejos juninos. Os produtos foram encontrados em diferentes estabelecimentos e estavam em condições inadequadas para o consumo.
Em situações como essa, alguns detalhes podem ajudar o consumidor a identificar se a carne está estragada antes de levá-la para casa ou prepará-la. A aparência, o cheiro, a textura e até o sabor são fatores que devem ser observados.

Como saber se estou levando carne estragada na Bahia?
A cor da carne pode indicar o tempo de armazenamento, mas nem sempre significa que o alimento está impróprio. Carnes bovinas de animais mais jovens costumam apresentar um vermelho mais vibrante, enquanto animais mais velhos podem ter uma coloração mais escura.
Porém, quando a proteína começa a ficar com tons amarronzados ou alaranjados, pode ser um sinal de deterioração. Também é recomendado evitar carnes com coloração esverdeada ou com manchas claras ou escuras fora do padrão.
Outro ponto importante é a textura. Uma carne saudável deve apresentar aspecto firme. Caso esteja com uma camada viscosa, pegajosa ou uma consistência mais espessa, o produto pode estar em processo de degradação.
Cor, cheiro e textura ajudam a identificar carne estragada
O cheiro também é um dos principais alertas. Quando a carne estraga, ela costuma apresentar um odor diferente do habitual, que pode ser forte e até causar náuseas. No caso da carne embalada a vácuo, é comum que, ao abrir a embalagem, haja um cheiro mais intenso por causa do tempo fechado. Esse odor, porém, deve desaparecer após alguns minutos em contato com o ar.
A validade do produto também deve ser conferida. A data indicada na embalagem ajuda a evitar o consumo de uma carne fora do prazo. Já em compras feitas diretamente em açougues, o consumidor deve observar principalmente a aparência, textura e cheiro.
Como evitar que a carne estrague?
Além de escolher uma proteína de qualidade, alguns cuidados ajudam a aumentar a durabilidade do alimento:
Não tempere antes de guardar
Guardar a carne já temperada pode acelerar o processo de deterioração, já que alguns ingredientes alteram as características do alimento. O ideal é temperar apenas no momento do preparo ou utilizar técnicas específicas de marinada.
Evite lavar a carne
Lavar a proteína em água corrente não elimina bactérias e ainda pode favorecer a contaminação ao espalhar microorganismos pela pia e utensílios.
Mantenha a gordura da peça
A gordura funciona como uma proteção natural, ajudando a preservar a umidade, o sabor e a suculência da carne durante o armazenamento.
Congele corretamente
Para conservar a carne por mais tempo, o congelamento deve ser feito em embalagens bem fechadas, evitando a entrada de ar e o ressecamento do alimento. A temperatura recomendada para o congelador é de aproximadamente -18 °C.
Descongele na geladeira
O ideal é retirar a carne do congelador e deixá-la descongelar lentamente dentro da geladeira. O processo evita a proliferação de bactérias e ajuda a preservar a textura e o sabor.
O uso do micro-ondas para descongelar deve ser evitado sempre que possível, pois o aquecimento irregular pode prejudicar a qualidade da proteína.
Outras apreensões
Quase 1 tonelada de carnes e queijos impróprios para consumo é apreendida em Lauro
Uma operação da Polícia Civil apreendeu quase uma tonelada de carnes e queijos impróprios para consumo no início deste mês, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A Operação Procedência, tem como objetivo combater a produção e a comercialização clandestina de produtos de origem animal.
Depois que uma carne é descongelada, o recomendado é preparar apenas a quantidade necessária. Congelar novamente uma proteína que já passou pelo descongelamento pode alterar textura, sabor e aumentar o risco de contaminação.
Segundo a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), os produtos apresentavam sinais de deterioração e foram considerados impróprios para o consumo. Diante das irregularidades, a equipe técnica da Adab adotou as medidas administrativas necessárias para a inutilização e o descarte do material apreendido.
Além da falta de documentação que comprovasse a origem dos produtos, os fiscais identificaram problemas relacionados à manipulação, ao acondicionamento e à comercialização dos alimentos, colocando em risco a saúde dos consumidores.
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