Anvisa suspende glitters e folhas de ouro comestíveis por plástico na composição
A Anvisa determinou a suspensão imediata da fabricação, comercialização, propaganda e uso de glitters e folhas de ouro para decoração culinária
Por Bruna Castelo Branco.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da fabricação, comercialização, propaganda e uso de glitters e folhas de ouro para decoração culinária da marca Morello. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16), por meio da Resolução-RE nº 156.
A decisão ocorreu após a identificação da presença de polímeros plásticos nos produtos — substâncias não autorizadas para uso em alimentos. Os itens eram fabricados pela empresa 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda. e vinham sendo divulgados nas redes sociais e vendidos em plataformas de e-commerce como se fossem comestíveis.

Segundo a Anvisa, análises constataram que os produtos continham componentes proibidos pela legislação sanitária brasileira. A comercialização de alimentos com esse tipo de substância é vedada pelo Decreto-Lei nº 986, de 1969, que estabelece as normas básicas sobre alimentos no país.
“Considerando a presença de substâncias não autorizadas para uso em alimentos nos produtos ‘Pó/brilho para Decoração’, de diversas cores, de marca Morello, e sua indicação/sugestão para uso como ingrediente em alimentos”, informa a agência no documento.

Com a determinação, todos os lotes devem ser recolhidos do mercado. A Anvisa também orienta que estabelecimentos de confeitaria e consumidores não utilizem os produtos em preparações alimentícias.
A recomendação é que quem adquiriu os itens faça o descarte adequado ou solicite a devolução ao fornecedor.
Outros produtos contaminados
A Anvisa também proibiu a comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil. As marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, foram suspensas após a decisão que consta na Resolução n° 32/2026.
De acordo a Anvisa, a ação foi tomada após identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O aviso da possível contaminação foi feita a Nestlé, que está recolhendo os lotes de forma voluntária.
Além disso, a Agência solicitou o recolhimento de quatro produtos da D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. após a identificação de fungos na superfície dos panetones, com validade até 27 de fevereiro de 2026. A informação foi publicada pelo Correio Braziliense.
No último mês de dezembro, os brasileiros conviveram com outra proibição de consumo de alimento, quando o café, bebida tradicional, teve algumas marcas consideradas impróprias ao consumo.
Segundo o Ministério, o recolhimento dos produtos aconteceu devido a análises laboratoriais que detectam a presença de matérias estranhas e impurezas, como pedras, areia, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, galhos e cascas, acima do limite permitido, que é de 1%.
Além das quatro marcas retiradas, outras seis já haviam sido restritas pela Anvisa em 2025, sendo elas a Melissa, Pinto Preto, Oficial do Brasil, Café Câmara, Fellow Criativo (da Cafellow) e Vibe Coffee.
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