A Febre do Nilo Ocidental pode chegar à Bahia? Veja sintomas da doença
Embora não haja, até o momento, casos de Febre do Nilo Ocidental na Bahia, o estado já adotou medidas de vigilância para a doença no passado
Por Bruna Castelo Branco.
Febre, mal-estar, falta de apetite e manchas na pele estão entre os sintomas da Febre do Nilo Ocidental, uma infecção viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo comum.
O alerta ganhou força após o estado de São Paulo confirmar os primeiros casos humanos da doença. Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, já se recuperou após ter viajado para a região amazônica. Já uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, permanece internada.
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Em todo o país, a vigilância epidemiológica e laboratorial foi reforçada após a confirmação de outros dois casos em Santa Catarina, sendo um deles com morte, além de um caso provável no Piauí.
Bahia já teve alerta para a doença
Embora não haja, até o momento, registro oficial de um surto de Febre do Nilo Ocidental na Bahia, o estado já adotou medidas de vigilância para a doença no passado.
Em 2018, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) publicou um alerta epidemiológico sobre a Febre do Nilo Ocidental em humanos. Na época, o órgão chamou a atenção para a situação epidemiológica do Espírito Santo, onde haviam sido confirmados casos da doença em equinos. Como o norte da Bahia faz divisa com o estado capixaba, a Sesab orientou os municípios baianos a ficarem atentos à identificação de possíveis casos da infecção.

A Sesab também mantém orientações específicas para notificação, investigação, diagnóstico e tratamento da Febre do Nilo Ocidental no estado, com uma nota técnica atualizada em 2022.
A doença pode circular entre aves e mosquitos. As aves silvestres atuam como hospedeiras amplificadoras do vírus, enquanto os mosquitos se infectam ao picá-las e podem posteriormente transmitir o vírus a humanos e equinos. Pessoas e cavalos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, porque não apresentam níveis do vírus suficientes para manter o ciclo de transmissão por meio de novas picadas de mosquito.
Quais são os sintomas?
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 20% dos infectados desenvolvam manifestações clínicas, geralmente leves.
Quando aparecem, os sintomas podem incluir:
- Febre;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Náuseas e vômitos;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares;
- Dor nos olhos;
- Manchas na pele;
- Aumento dos gânglios linfáticos, conhecidas como ínguas.
Em uma parcela menor dos casos, a infecção pode evoluir para formas graves, como encefalite, meningite ou outras manifestações neurológicas.
Nessas situações, podem surgir sinais como confusão mental, alteração do nível de consciência, fraqueza muscular, tremores, convulsões e até paralisia. A presença desses sintomas exige atendimento médico imediato.

Tratamento
Não existe, atualmente, vacina ou medicamento antiviral específico contra o vírus do Nilo Ocidental para uso em humanos.
Nos casos leves, o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação e medicamentos sintomáticos prescritos por um profissional de saúde.
Já os pacientes que desenvolvem formas graves podem precisar de internação hospitalar, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com suporte respiratório, hidratação intravenosa e acompanhamento das possíveis complicações.

Como prevenir a doença?
O diagnóstico é feito por meio da avaliação dos sintomas e de exames laboratoriais específicos, levando em consideração também o histórico de exposição do paciente a áreas onde há circulação do vírus. O Ministério da Saúde destaca que a detecção de casos é importante para a vigilância epidemiológica.
A principal forma de prevenção é evitar a picada dos mosquitos e eliminar locais que possam servir de criadouro.
Entre as medidas recomendadas estão:
- Usar repelente;
- Instalar telas em portas e janelas;
- Evitar exposição aos mosquitos em locais e horários de maior atividade;
- Eliminar recipientes que acumulem água parada;
- Manter caixas d'água e outros reservatórios devidamente tampados.
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