Sexta-Feira Santa é feriado? Entenda como funciona data na Bahia
Neste ano, a Sexta-feira Santa acontece no dia 3 de abril, marcando a morte de Jesus Cristo
Por Ananda Costa.
A Sexta-feira Santa, uma das datas mais importantes do calendário católico e, especialmente, para os baianos, ocorre neste ano no dia 3 de abril. Também chamada de Sexta-feira da Paixão, a data marca a morte de Jesus Cristo.
Com a chegada da data, a dúvida que surge entre os trabalhadores é se o dia é ou não feriado. No Brasil, a data costuma ser considerada feriado. Com isso, há mudanças no funcionamento de serviços.
Repartições públicas, escolas e bancos geralmente não abrem, enquanto o comércio pode funcionar parcialmente ou com horários reduzidos, dependendo da região e do setor.
Ponto facultativo em Salvador

No dia 12 de março, a Prefeitura de Salvador definiu ponto facultativo durante a Semana Santa e no feriado de Tiradentes.
A compensação das horas não trabalhadas deverá ser feita pelos servidores por meio do acréscimo de uma hora na jornada mensal, em dias úteis anteriores ou posteriores às datas estabelecidas. As regras detalhadas serão definidas por instrução normativa da Secretaria Municipal de Gestão (Semge).
De acordo com o texto, o expediente nos órgãos do Poder Executivo municipal será suspenso no dia 2 de abril, data que antecede a Sexta-feira Santa, sendo considerado ponto facultativo. Também foi definido ponto facultativo no dia 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes.
O decreto ressalta que a suspensão não se aplica a serviços essenciais que não podem ser interrompidos. Nesses casos, o funcionamento será definido pelos respectivos órgãos. Estão incluídas nessa exceção áreas como saúde, mobilidade, ordem pública e fiscalização urbana, além da Guarda Civil Municipal e dos Conselhos Tutelares.
Próximos feriados de 2026
O Aratu On reuniu os feriados que ainda movimentam o calendário de 2026.
O ano será um dos mais favoráveis, com possibilidade de folgas prolongadas, especialmente às segundas e sextas-feiras.
21 de abril (terça-feira) – Tiradentes (feriado)
1º de maio (sexta-feira) – Dia Mundial do Trabalho (feriado)
4 de junho (quinta-feira) – Corpus Christi (ponto facultativo)
24 de junho (quarta-feira) – São João (feriado)
2 de julho (quinta-feira) – Independência do Brasil na Bahia (feriado)
7 de setembro (segunda-feira) – Independência do Brasil (feriado)
12 de outubro (segunda-feira) – Nossa Senhora Aparecida (feriado)
2 de novembro (segunda-feira) – Finados (feriado)
15 de novembro (domingo) – Proclamação da República (feriado)
20 de novembro (sexta-feira) – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado)
8 de dezembro (terça-feira) – Nossa Senhora da Conceição da Praia (feriado)
25 de dezembro (sexta-feira) – Natal (feriado)
Sexta-feira Santa: por que não se pode comer carne vermelha?
No calendário cristão, a Sexta-feira Santa é um dia de reflexão e de observância da paixão e morte de Jesus Cristo. Marcada por práticas tradicionais e preceitos religiosos, a data levanta questões sobre alimentação e penitência para muitos fiéis ao redor do mundo.
Uma das tradições mais difundidas nesse dia é a abstenção de carne vermelha. Para os cristãos, esse ato simboliza humildade, sacrifício e penitência, em memória do sacrifício de Jesus na cruz. A prática remonta a séculos da história cristã e representa respeito aos ensinamentos da religião.
Enquanto a carne vermelha é evitada, o peixe se torna uma escolha comum nesse período. A tradição tem raízes históricas e simbólicas: o peixe é considerado um alimento mais simples e humilde, refletindo valores de simplicidade e modéstia durante a penitência.
Além disso, o peixe carrega um significado simbólico na tradição cristã, associado a milagres de Jesus, como a multiplicação dos pães e dos peixes. Ou seja, nesta data, muitos optam por deixar a carne de lado.
Comida baiana vegana conquista espaço

A sexta-feira na Bahia é sinônimo de comida baiana no prato. Seja por fé ou por paixão gastronômica, o costume tem raízes religiosas e ganhou força na cultura popular. Agora, com a ampliação de dietas veganas e restritivas, surge um novo espaço à mesa: versões veganas de pratos tradicionais, como vatapá, acarajé e caruru.
No bairro da Pituba, em Salvador, o restaurante “Saúde na Panela” é um dos pioneiros nesse movimento. Com mais de 28 anos de história, o local é conhecido pela comida com sabor caseiro — sem glúten, sem lactose e com molhos artesanais.
“A gente queria atender primeiro o público vegetariano e, depois, pessoas com alergia a camarão e amendoim. São dois produtos que não utilizamos na nossa comida baiana”, comenta Luciana Fontenele, proprietária e idealizadora do projeto “Saúde na Panela”.
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