Da bênção de joelhos à visita às sete igrejas: costumes 'esquecidos' da Semana Santa

O Aratu On reuniu oito práticas que eram bastante comuns no passado, mas que hoje são cada vez mais raras de ver

Por Bruna Castelo Branco.

A Semana Santa é uma das tradições mais importantes do cristianismo e relembra os momentos finais da vida de Jesus Cristo — da paixão e morte até a ressurreição.

O período começa no Domingo de Ramos, que recorda a entrada de Cristo em Jerusalém, e termina no Domingo de Páscoa, quando os cristãos celebram a ressurreição.

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O Aratu On reuniu oito práticas que eram bastante comuns no passado, mas que hoje são cada vez mais raras de ver. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Ao longo dos séculos, diversas tradições passaram a fazer parte da vivência da fé durante esses dias. No entanto, com o passar do tempo, muitos desses costumes ficaram menos presentes na rotina dos fiéis.

O Aratu On reuniu oito práticas que eram bastante comuns no passado, mas que hoje são cada vez mais raras de ver. Confira:

1. Pedir bênção de joelhos na Sexta-Feira Santa

Na Sexta-feira Santa, a liturgia cristã recomenda a veneração do crucifixo de joelhos, gesto conhecido como genuflexão. Em muitas famílias, esse momento também era marcado pelo costume de pedir a bênção aos pais, padrinhos e parentes mais velhos ajoelhado. Hoje, a tradição quase não é mais vista.

2. Cobrir imagens religiosas com panos roxos

Outro costume bastante difundido era o de cobrir imagens de santos e símbolos religiosos com panos roxos. A prática simbolizava o luto pela morte de Cristo e ajudava a direcionar a devoção dos fiéis para o chamado Mistério Pascal, que representa a paixão, morte e ressurreição de Jesus.

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Outro costume bastante difundido era o de cobrir imagens de santos e símbolos religiosos com panos roxos. | Foto: Diocese de Juína

3. Silêncio e jejum rigoroso

Antigamente, muitas famílias mantinham um clima de silêncio e recolhimento durante a Sexta-feira Santa. O jejum também era levado de forma mais rigorosa: nada de carne, festas ou música alta, como forma de respeito e reflexão.

4. Confissões em massa

Nas semanas que antecediam a Páscoa, as igrejas costumavam ficar cheias de fiéis que buscavam o sacramento da confissão. A ideia era “limpar a alma” antes da celebração da ressurreição. Atualmente, o movimento nas paróquias diminuiu bastante.

Nas semanas que antecediam a Páscoa, as igrejas costumavam ficar cheias de fiéis que buscavam o sacramento da confissão. | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

5. Lavagem dos pés na Quinta-Feira Santa

A cerimônia da lavagem dos pés, celebrada na Quinta-Feira Santa, recorda o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos. O ritual ainda acontece em algumas igrejas, mas é pouco lembrado fora dos ambientes religiosos.

6. Visitar sete igrejas

Conhecida como Caminhada das Sete Igrejas, essa tradição consiste em visitar sete templos diferentes para momentos de oração e adoração ao Santíssimo Sacramento. Hoje, a prática é mais rara, especialmente em grandes cidades.

7. Ouvir as “Sete Palavras de Jesus na Cruz”

Outra tradição era acompanhar reflexões sobre as últimas frases ditas por Jesus antes de morrer. Entre elas estão:

  • “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”;
  • “Hoje estarás comigo no Paraíso”;
  • “Mulher, eis o teu filho! Eis tua mãe”;
  • “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”;
  • “Tenho sede”;
  • “Tudo está consumado”;
  • “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.

Essas frases resumem momentos centrais da fé cristã, trazendo mensagens de perdão, esperança, sofrimento e entrega.

8. Fazer cruzes com palha de coqueiro

Outra tradição que marcou gerações era a confecção de pequenas cruzes feitas com as palhas abençoadas no Domingo de Ramos. Muitas vezes, as crianças aprendiam a trançar as folhas com os mais velhos da família, transformando o gesto em um momento de partilha e transmissão da fé.

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