Wagner compara disputa por base do governo a "dança das cadeiras"
Na Lavagem do Bonfim desta quinta-feira (15), senador Jaques Wagner (PT) comenta possibilidade de base do governo totalmente petista
Por, João Tramm e Júlia Naomi.
O senador Jaques Wagner (PT), comparou a disputa pela base do governo para as eleições de 2026 a uma "dança das cadeiras", em que há três candidatos a duas vagas. Ainda assim, ele descarta a possibilidade de rompimento entre partidos aliados. As declarações foram feitas durante entrevista na Lavagem do Bonfim, em Salvador, nesta quinta-feira (15). (Vídeo abaixo).

Wagner se refere à possibilidade de uma chapa "puro-sangue", com apenas nomes petistas, durante o período eleitoral. A movimentação retiraria espaço do senador Angelo Coronel (PSD) para dar lugar ao atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), no ambiente legislativo federal.
"Nós temos um problema. Três candidatos para duas vagas. E nós estamos fazendo um esforço todo mundo, com todos os partidos, toda a liderança, para a gente encontrar uma equação que dê conforto a todos os partidos. Eu continuo afirmando que nós não vamos rachar, como alguns apostam", defende.
O senador reconhece que existem dificuldades para contemplar os interesses de todos os envolvidos, mas destaca o esforço na busca por um acordo e pela manutenção do compromisso com o projeto de governo. "Ninguém está expulsando Coronel. Nós estamos buscando uma forma da gente encontrar um equilíbrio para que as pessoas se sintam atendidas", enfatiza.
Jaques Wagner explica origem da chapa 'puro-sangue'
Wagner destaca ao Aratu On que não se refere à possível base governamental totalmente petista como chapa "puro-sangue", forma como vem sendo chamada no meio político. O senador prefere denominá-la de chapa "puro governador". Isso porque seria composta por ele e Rui Costa (PT), atual ministro da Casa Civil, na disputa pelo Senado, bem como pelo atual chefe do Executivo estadual, Jerônimo Rodrigues (PT), na busca pela reeleição.
"É uma chapa que realmente tem um peso político. Eu fui governador por oito anos, Rui foi governador. Rodamos o estado inteiro. Todo mundo que você fala reconhece, é uma chapa que tem uma consistência muito grande. Então, é por isso que ela apareceu. É óbvio que por isso eu brinco que é puro governador", declarou.
Mesmo com possível chapa sem MDB, Geraldo Jr. descarta retorno à oposição
As especulações em torno da nova composição da chapa nas eleições 2026 ganharam novos contornos após uma reunião de aproximação entre o deputado federal Diego Coronel (PSD) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Nos rumores, o PSD entraria na vice-governadoria e o MDB perderia protagonismo.

O vice-governador da Bahia, Geraldo Jr. (MDB), descarta as suposições e defende a unidade do governo. "Eu não trabalho com especulações. Nós estamos bem acolhidos por esse grupo político. Nós fazemos parte desse grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues".
Em seguida, destaca o alinhamento com o governo federal e critica a oposição. "Aqui, diferentemente do grupo político do opositor, [não] é um projeto de ordem pessoal. Aqui é um projeto de ordem política, de Estado, de governo, de ações de governo, com a união e reconstrução do país com o presidente Lula e, aqui na Bahia, eu ao lado do governador Jerônimo Rodrigues".
ACM Neto não descarta diálogo com MDB caso partido rompa com Jerônimo
Em meio às ilações sobre a mudança de base liderada pelo Partido dos Trabalhadores, ACM Neto (União Brasil) não descarta diálogo com MDB caso partido rompa com Jerônimo.

A fala foi feita durante entrevista coletiva realizada na Lavagem do Bonfim, na Igreja da Conceição da Praia. O líder da oposição no estado chegou acompanhado, nesta manhã de quinta-feira (15), do prefeito de Salvador Bruno Reis (União) e outras lideranças da direita da Bahia.
Questionado sobre a possibilidade de o MDB migrar para a oposição, ACM Neto foi cauteloso, mas deixou a porta aberta. “O MDB pode vir caso rache? Eu não sei. A chapa só vai ser discutida em março", declarou.
Jerônimo afirma que 'não tira ninguém do páreo sem conversar'
Também durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), o governador Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre a reunião recente com o deputado federal Diego Coronel. De acordo com o chefe do Executivo estadual, o encontro foi para traçar um 'plano de tranquilidade'.

Jerônimo declara que o a reunião teve como objetivo fortalecer a unidade do grupo político e buscar soluções internas sem rupturas. A relação com o PSD está em debate desde quando o senador Angelo Coronel vinha sendo descartado para acomodar o desejo da chapa puro-sangue, com Rui Costa (PT), Jaques Wagner (PT) e Jerônimo Rodrigues (PT).
De acordo com o governador, o encontro serviu para construir um ambiente de diálogo e estabilidade dentro da base aliada. “A reunião com Diego foi para a gente traçar um plano de tranquilidade, para construir um movimento de fortalecimento do nosso time e da nossa união. A liderança é do senador Coronel, que pediu para mediar esse encontro entre nós”, afirmou.
Jerônimo destacou que ainda há prazo para negociações e que nenhum integrante do grupo será deixado de fora das articulações. “Nós não entramos de fato nos temas, mas temos tempo para continuar trabalhando e encontrar uma saída que coloque todo mundo. Quando a gente diz que não tira ninguém do páreo sem conversar, é porque a gente faz os devidos compromissos. Vamos sentar e encontrar essa saída”, completou.
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