Prefeitura inicia restauração na Baixa dos Sapateiros com pintura dos casarões
Em entrevista, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira explica que foco inicial é a recuperação das fachadas dos casarões da Baixa dos Sapateiros
Por João Tramm.
A Baixa dos Sapateiros, uma das áreas tradicionais de Salvador, começou a receber ações de restauração com foco inicial na recuperação e pintura das fachadas dos casarões. A iniciativa busca devolver visibilidade à região e valorizar a arquitetura histórica do local.
Em entrevista ao programa Bahia Notícia no Ar, da Antena 1, a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Tânia Scofield, explicou que a intervenção faz parte de um conjunto de ações voltadas à recuperação do Centro Histórico e de áreas do entorno.
Apenas o projeto de restauro da Baixa dos Sapateiros conta com um investimento superior a R$7 milhões.
“A Baixa dos Sapateiros, parte dela está dentro do Centro Histórico e é tombada, e parte que não está dentro está no limite dela. Por isso ela é tão importante”, explicou.

Baixa dos Sapateiros perdeu movimento comercial ao longo dos anos
Além da importância histórica e arquitetônica, Tânia avaliou que a Baixa dos Sapateiros passou por uma mudança na dinâmica comercial de Salvador. Para ela, a expansão de centros comerciais em diferentes bairros contribuiu para a redução do fluxo de consumidores na região, chegando em um estágio de decadência nos últimos anos, inclusive com casos de violência sendo registrados.
“Todos os bairros hoje têm o seu próprio centro comercial, então as pessoas não se deslocam mais para ir comprar na Baixa dos Sapateiros”, afirmou.
A perda de movimento comercial, segundo a presidente da Fundação, também está inserida em um processo mais amplo de transformação da região central da capital baiana.
Pintura dos casarões é primeiro passo da restauração
Neste primeiro momento, a intervenção tem como prioridade a recuperação das fachadas dos imóveis históricos. Ainda de acordo com ela, a recuperação das fachadas ajuda a resgatar características arquitetônicas que ficaram comprometidas pela falta de manutenção.
“O primeiro ponto que queremos é um restauro, uma pintura. É um passo importante porque traz visibilidade, luz para a região e para entender a arquitetura e a história da região”, destacou Tânia.
A recuperação da Baixa dos Sapateiros não deve ser tratada como uma ação isolada. Conforme Tânia Scofield, a Prefeitura vem desenvolvendo outras intervenções na região central, com iniciativas que começaram pelos espaços públicos e avançaram para áreas culturais.
Ela relembrou que, no início das ações, havia um cenário de abandono em diferentes pontos do Centro Histórico.
“Quando a gente chegou, o Centro Histórico estava totalmente esquecido. Aí a gente começou as revitalizações pelos espaços públicos, como praças, depois fomos para os espaços culturais”, afirmou.
Ainda na entrevista, a presidente da Fundação Mario Leal Ferreira, destacou projetos habitacionais desenvolvidos pela Prefeitura. Dentre eles, um desenvolvido especialmente para os servidores públicos da Prefeitura.
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