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Ministro do TCU alerta para risco no pagamento das aposentadorias; entenda

Ministro do TCU, Augusto Nardes, aponta déficit de R$ 404 bilhões na Previdência e critica despesas fora do Orçamento; declaração cita risco para beneficiários atuais e futuros

Por Dinaldo dos Santos.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes alertou para o risco de dificuldades no pagamento das aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso o atual quadro das contas públicas se mantenha. Em manifestação publicada nas redes sociais, ele citou o déficit da Previdência, estimado por ele em R$ 404 bilhões, e o crescimento da dívida pública como fatores de preocupação.

Previdência Social. Foto: Reprodução

Pagamento das aposentadorias preocupa ministro do TCU

Nardes também criticou o que classificou como despesas realizadas fora do Orçamento da União. Segundo os números apresentados pelo ministro, esses gastos somariam R$ 326 bilhões. Na avaliação dele, esse cenário compromete o equilíbrio fiscal e pode agravar as dificuldades financeiras do país.

O ministro afirmou que a dívida pública passou de 72% para 83% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele relacionou a evolução do endividamento ao aumento das despesas e defendeu maior controle sobre as contas públicas.

Augusto Nardes. Foto: Heitor Feitosa/VEJA.com

Comparação com as pedaladas fiscais

Na manifestação, Nardes comparou a atual gestão das contas públicas às chamadas pedaladas fiscais, manobras contábeis que marcaram o governo da ex-presidente Dilma Rousseff e foram discutidas no processo que levou ao impeachment, em 2016.

À época, Nardes foi relator no TCU do processo que recomendou a rejeição das contas do governo federal. Agora, ele afirma identificar problemas semelhantes na condução fiscal e diz ter incluído um alerta sobre a situação da Previdência em seu parecer sobre as contas do governo.

O ministro sustenta que, sem mudanças na trajetória das despesas e do endividamento, o país poderá enfrentar dificuldades para manter os pagamentos previdenciários. A declaração reforça o debate sobre o equilíbrio das contas públicas e a capacidade do governo de financiar despesas obrigatórias, como aposentadorias e pensões.

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