Lula e Flávio entregam permissões para abrir sigilos, mas informações seguem em sigilo
Permissão foi apresentada às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) autorizaram a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Apesar da autorização, não foram divulgadas informações sobre movimentações financeiras, patrimônio ou conversas telefônicas dos dois candidatos.
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A proposta de abertura dos sigilos dos presidenciáveis e de seus familiares foi apresentada por Lula durante o debate promovido pela Band no último domingo (18). Na ocasião, o petista sugeriu que a medida fosse aplicada aos dois candidatos e às respectivas famílias.
Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de crimes financeiros. A iniciativa de abertura dos sigilos ocorre no contexto da disputa presidencial entre os candidatos, que se enfrentam nas urnas neste domingo (25).
Como foi assinado o acordo entre Lula e Flávio Bolsonaro
A advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, assinou o termo em nome do candidato do PL. Já Lula redigiu e assinou digitalmente o documento referente à sua campanha.
A equipe petista informou que o presidente já havia autorizado o cumprimento das condições apresentadas pelo adversário. Segundo representantes de Lula, a campanha de Flávio também concordou com a inclusão dos pontos que haviam provocado divergências entre as partes.
O consenso foi construído durante uma reunião no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde representantes das duas candidaturas chegaram por volta das 11h desta quinta-feira para discutir os termos apresentados.
Condições de Flávio Bolsonaro
Flávio impôs condições ao desafio de Lula na última terça (21), em documento enviado ao TSE. O candidato do PL afirmou que vai autorizar a quebra de seus sigilos desde que Lula forneça outras informações.
Algumas das exigências são a abertura dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como "Marcola", ex-chefe de gabinete do petista, dados de empresas do presidente e sociedades de Lulinha, negócios no exterior, além de registro de visitantes no Palácio do Planalto, detalhes sobre a reunião entre Lula e Daniel Vorcaro em 2024, e relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger.

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