'Gato' de água em sítio no semiárido baiano deixa 60 famílias sem uma gota na torneira
Homem preso por desviar água de povoado, abastecia o próprio sitio
Um homem foi preso em flagrante suspeito de desviar o fornecimento de água para abastecer o próprio sítio, prejudicando cerca de 60 famílias no povoado de Guerra, em Araci, no nordeste da Bahia. A prisão ocorreu na quarta-feira (21), após reclamações de moradores sobre a falta de água na comunidade.

A irregularidade, conhecida popularmente como “gato”, foi identificada durante uma operação que investigou as falhas no abastecimento da localidade. Segundo a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), foi encontrado um desvio clandestino, chamado de by-pass, instalado ao longo da nova rede de distribuição de água.
A estrutura desviava parte do fornecimento para uma propriedade rural do tipo sítio ou chácara, onde existem três domicílios. Após a remoção da ligação irregular, as condições de abastecimento do povoado de Guerra foram restabelecidas, garantindo maior regularidade no fornecimento às famílias atendidas pela nova rede.
Furtos de água preocupam em período de estiagem
A Embasa alerta que os desvios clandestinos agravam os desafios para manter o abastecimento, especialmente diante dos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, que pode reduzir as chuvas na região semiárida.
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De acordo com a empresa, a retirada irregular de água compromete o fornecimento para os moradores atendidos regularmente, além de aumentar os riscos relacionados à segurança alimentar e à saúde, devido às dificuldades de acesso à água tratada.
O homem apontado como responsável pelo desvio foi conduzido à Delegacia Regional de Araci, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.
Crise hídrica faz cidade baiana decretar emergência após seca severa nos reservatórios

A falta de chuvas e a escassez de água para consumo humano levaram a Prefeitura de Ipirá, no Centro-Norte da Bahia, a decretar situação de emergência nesta segunda-feira (19). A medida terá validade de 180 dias e prevê a mobilização de órgãos municipais para enfrentar os efeitos da estiagem.
De acordo com o decreto, a falta de chuva tem comprometido o abastecimento de água tanto na zona urbana quanto na zona rural. Aguadas e reservatórios particulares secaram, enquanto açudes do município apresentam níveis muito baixos de água.
A prefeitura também informou que não dispõe de recursos financeiros suficientes para custear todas as medidas necessárias para enfrentar a crise hídrica.
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