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Após impasse, Lula e Flávio assinam documento que pode revelar dados antes do 2º turno

Abertura de sigilos depende de autorização de André Mendonça e pode ser liberado antes do dia 25 de outubro

Por Isabela Cardoso.

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira (22) um acordo que prevê a abertura de sigilos no confronto entre os dois candidatos à Presidência da República. A liberação dos documentos depende agora do ministro André Mendonça, relator da ação.

Flavio e Lula assinam acordo de quebra de sigilo | Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Ricardo Stuckert

O entendimento foi alcançado após divergências entre as equipes sobre as condições para divulgar as informações e a inclusão de uma empresa mencionada pela campanha petista. Com a assinatura do termo, as duas candidaturas esperam que os dados possam ser disponibilizados antes do segundo turno, marcado para domingo (25).

As campanhas têm até as 23h59 desta quinta-feira para entregar os documentos. A expectativa de divulgação antes da votação foi manifestada pela equipe de Lula.

Como foi assinado o acordo entre Lula e Flávio Bolsonaro

A advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, assinou o termo em nome do candidato do PL. Já Lula redigiu e assinou digitalmente o documento referente à sua campanha.

A equipe petista informou que o presidente já havia autorizado o cumprimento das condições apresentadas pelo adversário. Segundo representantes de Lula, a campanha de Flávio também concordou com a inclusão dos pontos que haviam provocado divergências entre as partes.

O consenso foi construído durante uma reunião no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde representantes das duas candidaturas chegaram por volta das 11h desta quinta-feira para discutir os termos apresentados.

Lula e Flávio durante debate na Band

Quem participou da reunião no TSE

Flávio Bolsonaro foi representado pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e pelo senador eleito Deltan Dallagnol, escolhido pelo candidato para analisar os documentos.

Pela campanha de Lula, participaram o senador Camilo Santana (PT-CE), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a deputada federal Camila Jara (PT-MS).

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