Após impasse, Lula e Flávio assinam documento que pode revelar dados antes do 2º turno
Abertura de sigilos depende de autorização de André Mendonça e pode ser liberado antes do dia 25 de outubro
Por Isabela Cardoso.
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) assinaram nesta quinta-feira (22) um acordo que prevê a abertura de sigilos no confronto entre os dois candidatos à Presidência da República. A liberação dos documentos depende agora do ministro André Mendonça, relator da ação.

O entendimento foi alcançado após divergências entre as equipes sobre as condições para divulgar as informações e a inclusão de uma empresa mencionada pela campanha petista. Com a assinatura do termo, as duas candidaturas esperam que os dados possam ser disponibilizados antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
As campanhas têm até as 23h59 desta quinta-feira para entregar os documentos. A expectativa de divulgação antes da votação foi manifestada pela equipe de Lula.
Como foi assinado o acordo entre Lula e Flávio Bolsonaro
A advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, assinou o termo em nome do candidato do PL. Já Lula redigiu e assinou digitalmente o documento referente à sua campanha.
A equipe petista informou que o presidente já havia autorizado o cumprimento das condições apresentadas pelo adversário. Segundo representantes de Lula, a campanha de Flávio também concordou com a inclusão dos pontos que haviam provocado divergências entre as partes.
O consenso foi construído durante uma reunião no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde representantes das duas candidaturas chegaram por volta das 11h desta quinta-feira para discutir os termos apresentados.

Quem participou da reunião no TSE
Flávio Bolsonaro foi representado pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e pelo senador eleito Deltan Dallagnol, escolhido pelo candidato para analisar os documentos.
Pela campanha de Lula, participaram o senador Camilo Santana (PT-CE), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a deputada federal Camila Jara (PT-MS).
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).
