EUA aplicam tarifaço de 12,5% ao Brasil por trabalho forçado
Justificativa apresentada pelo USTR é o uso de produtos com trabalho forçado; medida afeta também outros 59 países
Por Da redação.
Fonte: SBT News
O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) confirmou nesta quinta-feira (23) a aplicação de um novo tarifaço de 12,5% contra o Brasil sob a alegação de benefício comercial por uso de produtos com trabalho forçado.

Outros 59 países também serão taxados em diferentes níveis: 10% para os que “se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado", e 12,5% para os que não adotaram essas medidas, como o USTR avalia ser o caso do Brasil.
Conforme o governo americano, esse grupo de países concentra 99,4% das importações feitas pelos EUA. A grande maioria, incluindo China, Argentina, Austrália, Índia, Reino Unido, Rússia e África do Sul, terá a incidência da taxa de 12,5%.
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Só Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão foram reconhecidos pela Casa Branca como tendo feito esforços para reduzir a importação de produtos entendidos pelos EUA como originários de trabalho forçado.
O novo tarifaço, assim como o de 25% confirmado na semana passada e efetivado na quarta (22), também tem como base a chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A legislação dá poderes à Casa Branca para impor tarifas unilaterais a países que considera terem práticas comerciais injustas e desleais.
No caso do tarifaço de 25%, a justificativa apresentada foram questionamentos a políticas brasileiras relacionadas ao Pix, ao comércio digital, à propriedade intelectual, às tarifas sobre o etanol americano, ao combate à corrupção e ao desmatamento ilegal.
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