China pede liberdade imediata para Maduro após ataque dos EUA
Além de liberdade para Maduro, Ministério das Relações Exteriores da China pede que situação na Venezuela seja resolvida por meio do diálogo
Por Júlia Naomi.
O Ministério das Relações Exteriores da China declarou que os Estados Unidos devem libertar o lídez venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, imediatamente. O comunicado, que também pede a resolução do conflito na Venezuela por meio de negociações diálogo, foi feito em um site oficial da pasta, neste domingo (4).

O ministério também afirma que os EUA devem garantir a segurança pessoal de Maduro e Flores, além de reforçar que a deportação do casal viola o direito e normas internacionais. O governo Chinês já havia condenado a ação militar estadunidense e considera que os ataques ao território venezuelano ferem o princípio da não intervenção e a soberania do país.
A China, que é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, declarou que o comportamento dos EUA colocam em risco a paz e a segurança na América Latina e defende que as disputas da Venezuela devem ser solucionadas por seu proprio povo, sem interferência externa.
O avião que transportava o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, chegou no fim da tarde deste sábado (3) a Nova York, nos Estados Unidos. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, Maduro e a esposa foram indiciados no Distrito Sul de Nova York.

Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama Cilia Flores serão julgados pela justiça americana em um tribunal de Nova York e foram formalmente acusados dos seguintes crimes:
- Conspiração para narcoterrorismo;
- Conspiração para importação de cocaína;
- Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
- Conspiração para posse de metralhadoras.
Uma publicação feita por um dos perfis oficiais da Casa Branca na plataforma X (antigo Twitter), na noite deste sábado, 3, exibe Maduro, caminhando algemado na sede da Agência Antidrogas dos Estados Unidos, em Nova York. Ele deseja "boa noite" e "feliz ano novo" aos agentes.
Em pronunciamento, Trump afirmou que os Estados Unidos irão comandar a Venezuela durante o período de transição de governo e também controlar o petróleo do país. O presidente norte-americano voltou a acusar Maduro de chefiar um cartel de narcotráfico na região.
Ataque dos Estados Unidos à Venezuela deixa 40 mortos
O ataque realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) deixou ao menos 40 mortos, segundo informou o jornal norte-americano The New York Times. A ação, conduzida durante o governo do presidente Donald Trump, resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou, neste sábado (3), que não há registro de brasileiros entre as vítimas.
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