O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na manhã deste sábado (17/10) durante evento virtual da XP Investimentos que não vai prorrogar o auxílio emergencial para além de 2020. Caso isso ocorra, segundo ele, fará o governo federal "pagar a conta com sua popularidade".

Além disso, Maia também falou que "não existe" a possibilidade de o estado de calamidade pública, inicialmente programado para se encerrar em dezembro deste ano, seja ampliado por mais três meses. O presidente da Câmara defendeu a manutenção do teto de gastos, limite para despesas do governo que leva em conta o orçamento do ano anterior mais a inflação do período.

"Qualquer caminho que use atalho, parece bom, você chega mais rápido, mas o brasileiro paga a conta", citou, acrescentando que isso se reflete na popularidade do presidente. "Quando aprovamos PEC da Guerra, contratamos o período para despesas extraordinárias. Isso está dado. A Câmara não vai votar a prorrogação do estado de calamidade, porque não vê necessidade", reforçou.

Questionado sobre a possibilidade de o Senado acolher a ideia de não cumprimento do teto de gastos, Maia afirmou que sua preocupação é "zero". "Os senadores têm experiência e têm cumprido seu papel", afirmou. "Sei que os parlamentares não vão aceitar mudanças no teto de gastos", acrescentou. Maia afirmou ainda que, "em tese, o teto vai explodir em 2021". No entanto, segundo ele, "existem despesas que podem ser alocadas".

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