O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello decidiu, nesta sexta-feira (22/5), autorizar a divulgação do vídeo que mostra a reunião ministerial de 22 de abril, informou o jornalista Fernando Molica, da rede CNN Brasil. O material será divulgado a qualquer momento, quase em sua íntegra, deixando apenas citações à China e ao Paraguai em sigilo.

Celso de Mello é o responsável no STF pelo inquérito que investiga suposta tentativa de interferências do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal (PF). Foi feito um esquema especial para que o juiz pudesse assistir ao vídeo em sua casa, na última segunda-feira (18/5), na cidade de São Paulo, por meio de um pen drive disponibilizado pela Polícia Federal.

A reunião do dia 22 de abril foi citada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, em seu depoimento para o inquérito. O vídeo que mostra a gravação desta reunião estava sendo usado como uma prova sigilosa da investigação.

A Advocacia Geral da União (AGU) alegava que divulgar o conteúdo completo poderia comprometer o governo. Já a defesa de Moro defendia que a gravação não possui "qualquer assunto pertinente a Segredo de Estado ou que possa gerar incidente diplomático, muito menos colocar em risco a Segurança Nacional".

O ministro do STF não participou da exibição do vídeo no inquérito que ocorreu na última terça-feira (15/5), por não estar em Brasília. Celso de Mello compõe grupo de risco para a Covid-19 e, por conta disso, tem realizado parte dos seu trabalho de sua residência. 

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