O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) se tornou sócio de uma empresa baiana que buscava instalar uma indústria de sabão em pó no Rio de Janeiro. O fato ocorreu em meio às investigações de supostas práticas de lavagem de dinheiro e peculato em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

As informações são do jornal Folha de São Paulo. Segundo a publicação, Flávio se declara no contrato social da Kryafs Participações como representante comercial, serviço pelo qual estimou que receberia R$ 500 mil, da fábrica baiana Espumil, com sede em Feira de Santana, a 109 km de Salvador. O projeto, que seria uma parceria no empreendimento, não foi bem sucedido e não prosseguiu.

O dono da Espumil, João Paulo Dantas, alega que decidiu incluir o senador após ser pressionado pelo elaborador do projeto, Fábio Mariz, que já era representante comercial na empresa. Ele conta que interrompeu as tratativas com a Kryafs logo após a sua criação.

No ano de 2019 a empresa do senador e outros cinco sócios foi aberta. Na ocasião, a Justiça quebrou o sigilo bancário e fiscal de Flávio e outras 102 pessoas, físicas e jurídicas, investigadas em um esquema de "rachadinha" no antigo gabinete dele. As análises apontaram que houve lavagem de dinheiro do esquema por meio de compra e venda de imóveis e uma loja de chocolates.

Em nota enviada à reportagem, o senador disse que “o projeto de sociedade não se concretizou e ela será extinta”. Ele não respondeu aos questionamentos feitos pela Folha, entre eles qual papel teria como representante comercial da Espumil e por qual motivo a fábrica baiana nega ter dado poderes a ele para representá-la. 

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