Salvador decreta emergência ambiental após contaminação em São Tomé de Paripe

Contaminação em São Tomé de Paripe leva Salvador a decretar emergência ambiental com validade de 90 dias

Por Ananda Costa.

A Prefeitura de Salvador decretou, na última segunda-feira (8), situação de emergência ambiental após a contaminação química em São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário.

Contaminação em São Tomé De Paripe

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município por meio do Decreto nº 41.834 e permanecerá em vigor pelos próximos 90 dias.

A medida foi tomada diante dos impactos provocados por um episódio de poluição ambiental que atingiu ecossistemas aquáticos da região. O decreto reconhece a ocorrência de um desastre ambiental associado ao lançamento de substâncias químicas em ambientes marinhos, fluviais, lacustres e aquíferos.

Em maio deste ano, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) concluiu mais uma etapa da investigação sobre a ocorrência de líquidos de coloração azulada e amarelada na Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador.

Além da avaliação preliminar realizada em março de 2026, o Inema executou novas inspeções e amostragens em abril, com coletas de água superficial marinha, água intersticial e sedimentos (areia) em oito pontos distribuídos entre a Praia de São Tomé de Paripe e a Praia do Inema. Também foram coletadas amostras de biota (siris e moluscos bivalves) em um quadrante estabelecido na área.

Os resultados laboratoriais identificaram concentrações elevadas de compostos nitrogenados e metais, principalmente cobre, em pontos próximos ao foco da contaminação, além de alterações em sedimentos e organismos marinhos coletados na região.

A ampliação da faixa de investigação permitiu confirmar a presença de contaminação nos sedimentos, na biota e na água intersticial da praia.

Relembre o caso da contaminação em São Tomé de Paripe

Tartaruga morta em São Tome de Paripe

A Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, segue interditada após a identificação de uma possível contaminação ambiental, no fim de fevereiro, pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

De acordo com o órgão, análises detectaram níveis elevados de nitrato e cobre na água e na areia. O caso ganhou atenção após moradores relatarem a presença de substâncias de coloração azulada e amarelada na faixa de areia.

Como medida preventiva, o Inema restringiu o acesso ao local e instalou sinalização alertando sobre os riscos. Contudo, o órgão ambiental afirma que a origem dos poluentes ainda não foi confirmada. As investigações seguem em andamento, com a coleta de novas amostras e a realização de análises técnicas.

Na última terça-feira (7), após o aparecimento de peixes e crustáceos mortos no local, o Inema informou que mantém uma equipe técnica mobilizada nas investigações relacionadas às manchas identificadas no mês anterior.

Neste momento, o órgão segue apurando a origem desse novo evento e dando continuidade às análises técnicas e laboratoriais para identificar a substância e avaliar eventuais impactos ambientais.

A praia permanece sem previsão de liberação até que os estudos sejam concluídos e novos laudos sejam finalizados.

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