Quantos brasileiros estão entre as vítimas das enchentes do Nepal?
Brasileiros nas enchentes do Nepal estão entre as pessoas monitoradas pelo Itamaraty após a tragédia que deixou centenas de mortos e desaparecidos na região
Por Dinaldo dos Santos.
As autoridades brasileiras acompanham de perto a situação dos brasileiros nas enchentes do Nepal após as fortes inundações e deslizamentos que atingiram áreas turísticas na fronteira do país com o Tibete, na manhã desta quarta-feira (26). Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

Brasileiros nas enchentes do Nepal
Ao menos 273 pessoas morreram em decorrência das enchentes repentinas que atingiram a região. No Nepal, 826 pessoas estão desaparecidas, entre elas mais de 500 estrangeiros. No Tibete, são 558 desaparecidos, incluindo 260 turistas.
Diante da dimensão da tragédia, o governo brasileiro divulgou uma nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares das vítimas, além das populações e dos governos do Nepal e da China.
As embaixadas brasileiras em Katmandu, capital nepalesa, e Pequim, na China, acompanham os desdobramentos e mantêm o monitoramento das informações sobre vítimas e possíveis brasileiros que possam necessitar de assistência.
Itamaraty mantém plantões para atendimento
O Ministério das Relações Exteriores também disponibilizou contatos de emergência para brasileiros que estejam nas áreas atingidas ou precisem de orientação consular.
Quem estiver no Nepal pode acionar o plantão da Embaixada do Brasil em Katmandu pelo telefone +977 9801032381.

Para brasileiros que estejam na Região Administrativa Autônoma do Tibete, o contato deve ser feito com a Embaixada do Brasil em Pequim, pelo número de emergência +86 138 0121 0722.
O plantão consular geral do Itamaraty, em Brasília, também está disponível para situações de emergência pelo telefone +55 (61) 98260-0610.
As informações sobre a presença de brasileiros entre as vítimas podem ser atualizadas conforme as autoridades locais avancem na identificação dos mortos e desaparecidos.
Terremoto no Tibete
Essa não é a primeira catástrofe natural que atinge a região nos últimis anos. Em janeiro de 2025, um forte terremoto destruiu o Tibete, deixando pelo menos 95 mortos, de acordo com a agência de notícias Associated Press (AP). O tremor e os abalos secundários foram sentidos na região ocidental da China, onde fica o Tibete, e também no Nepal, do outro lado da fronteira.
A agência oficial Xinhua informou que outras 130 pessoas ficaram feridas. Cerca de 1,5 mil bombeiros e trabalhadores de resgate foram enviados para procurar vítimas nos escombros, segundo o Ministério da Gestão de Emergências. Os números de mortos e feridos continuam sendo atualizados conforme o progresso das operações de resgate.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detalhou que o terremoto teve magnitude de 7,1 e foi relativamente raso, com uma profundidade de cerca de 10 quilômetros. A China registrou magnitude de 6,8. O epicentro do terremoto foi localizado a cerca de 75 quilômetros ao norte do Monte Everest, na fronteira entre a China e o Nepal. A área é sismicamente ativa devido ao encontro das placas tectônicas da Índia e da Eurásia, o que causa elevações significativas nas montanhas do Himalaia, podendo até alterar a altura dos picos mais altos do mundo.
Na época, a emissora estatal CCTV informou que cerca de mil residências foram danificadas e que, nas três horas seguintes ao terremoto, cerca de 50 tremores secundários foram registrados. A altitude média na área ao redor do epicentro é de cerca de 4.200 metros, conforme o Centro de Redes de Terremotos da China.
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