Mulheres trans ficam fora de competições femininas de vôlei sob nova política da CBV
CBV passa a adotar critérios do COI, que proíbe mulheres trans de participar de competições de vôlei da categoria feminina; medida afeta diretamente Tifanny Abreu
Por Dinaldo dos Santos.
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou, nesta sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade para competições femininas, que atinge as mulheres trans. A entidade adotará os critérios estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que restringem a participação na categoria a atletas do sexo biológico feminino.

Medida proíbe participação de mulheres trans
A medida segue as diretrizes internacionais adotadas pelo COI, pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV). A verificação será feita por meio de testagem e triagem do gene SRY, com exceções previstas na própria política.
A regra já vale para competições como a Superliga A e B, a Supercopa, a Copa Brasil e torneios adultos do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, além das respectivas edições seguintes enquanto a política estiver em vigor.
Tifanny Abreu é diretamente afetada
A mudança impacta Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro. A jogadora defende o clube paulista desde 2021 e tem contrato renovado até a temporada 2026/2027.

A nova regra, porém, não se aplica imediatamente a todas as competições. O Campeonato Paulista não está entre os torneios listados pela CBV para a adoção da política.
Com isso, Tifanny poderá disputar o Estadual. A estreia está prevista para este sábado (15), às 21h30, contra o Pinheiros.
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