Werner explica transferência de líderes de facções para presídios federais: 'Regime diferenciado'
Werner detalha transferência de cinco líderes de facções da Bahia para presídios federais
Por Bruna Castelo Branco.
O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, detalhou, em entrevista ao programa Alô Juca, da TV Aratu, nesta terça-feira (29), a operação que transferiu cinco líderes de facções criminosas de alta periculosidade para presídios federais de segurança máxima em Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS).
A ação foi realizada de forma integrada pelas forças de segurança da Bahia, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), após decisão da Vara do Crime Organizado.

Ao explicar a operação, Marcelo Werner destacou a atuação conjunta das instituições.
“Foi uma operação integrada realizada pelas forças de segurança do estado com o Gaeco para fazer a transferência desses criminosos de alta periculosidade, responsáveis por mortes violentas, guerras de facções e ataques a agentes do estado, que foram recambiados para presídios de segurança máxima”.
Confira a entrevista:
Cinco líderes foram transferidos
Dos cinco detentos transferidos, três são apontados como integrantes do Comando Vermelho (CV), enquanto os outros dois possuem ligação com o BDM e o PCC.
Segundo as informações apresentadas na operação, os presos possuem histórico relacionado a crimes como tráfico de drogas e armas e homicídios. Entre os antecedentes atribuídos aos detentos também está o desvio de coletes do Exército. Eles ainda teriam ligações com alvos das operações Raia do Sul e Sintonia das Gravatas.
Foram transferidos Fábio Santana Oliveira, conhecido como “Panda”; Joabe Santos Souza, o “Pastel”; e Uillian da Silva Guimarães, conhecido como “Gordura”, apontados como integrantes do CV.
Também foram levados para o sistema penitenciário federal Leandro da Conceição Santos Fonseca, o “Léo Gringo”, e Venicio Bacellar Costa, conhecido como “Fofão”, apontados como ligados ao BDM.

Medida busca reduzir influência dentro dos presídios
Segundo Werner, a atuação das forças de segurança também busca impedir que os líderes continuem exercendo influência sobre integrantes dos grupos criminosos a partir do sistema prisional.
“A gente tem trabalhado em todas as vertentes. A partir de agora eles estão sob a responsabilidade da Polícia Penal Federal e logicamente ficarão lá em regime diferenciado no sistema penitenciário federal até que haja a definição dos seus processos”.
A medida, segundo a SSP-BA, é respaldada pela nova Lei Antifacção e tem como objetivo reduzir a capacidade de lideranças criminosas de transmitir ordens de dentro das unidades prisionais.
Ao comentar a operação, o secretário também afirmou que o Estado seguirá atuando contra organizações criminosas.
“Ressalto sempre que jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados. Iniciamos a semana com mais esta ação integrada entre as Forças Estaduais e Federais, contra o crime organizado”.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).