Tragédia de Brumadinho será examinada na Justiça, após sete anos
As audiências de instrução começam em 23 de fevereiro, na 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte
Por Dinaldo dos Santos.
Sete anos após o rompimento da barragem de Brumadinho, avança a possibilidade de responsabilização criminal de 15 pessoas. As audiências de instrução começam em 23 de fevereiro, na 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, e seguem até maio de 2027, com oitiva de vítimas não letais, testemunhas e réus.
Ao final dessa fase, a juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima poderá decidir pelo envio do caso a júri popular. Entre os acusados estão 11 ex-diretores, gerentes e engenheiros da Vale e quatro funcionários da TÜV SÜD, empresa alemã responsável pelo monitoramento e certificação da barragem.

Rompimento da Barragem de Brumadinho
O rompimento da barragem em Brumadinho em 25 de janeiro de 2019 foi o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas e o segundo maior desastre industrial do século. Foi um dos maiores desastres ambientais da mineração do país, depois do rompimento de barragem em Mariana.
Controlada pela Vale S.A., a barragem de rejeitos denominada barragem da Mina Córrego do Feijão era classificada como de "baixo risco" e "alto potencial de danos" pela empresa. Acumulando os rejeitos de uma mina de ferro, ficava no ribeirão Ferro-Carvão, na região de Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, estado de Minas Gerais.
O desastre industrial, humanitário e ambiental causou a morte de 272 pessoas, em números oficiais.

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