“Sicário”, ligado a Daniel Vorcaro, morre sob custódia da PF

Felipe Mourão, conhecido como "Sicário", apontado como braço de inteligência de Daniel Vorcaro, morreu sob custódia da PF nesta quarta-feira

Por Da redação.

Fonte: SBT News

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou "Sicário", ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, morreu nesta quarta-feira (4), de acordo com a Polícia Federal. Apontado pela PF como operador do braço de inteligência de Vorcaro, "Sicário" sofreu morte encefálica.

Foto: PFMG

Mais cedo, Mourão tentou tirar a própria vida enquanto estava preso na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Segundo a corporação, ele foi encontrado por agentes, recebeu atendimento imediato de reanimação e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado. Mourão foi levado a um hospital, mas não resistiu.

Vale lembrar que o próprio Daniel Vorcaro foi preso nesta quarta, em São Paulo, no âmbito de uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras. A prisão ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero.

O cunhado dele, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão preventiva, mas ainda não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem.

Codinome “Sicário”

Felipe Mourão é citado na decisão que autorizou a operação da PF sob o codinome “Sicário”, termo usado para designar alguém cruel ou matador de aluguel.

De acordo com as investigações, ele seria responsável por obter informações sigilosas, monitorar adversários e se antecipar a investigações policiais ou jornalísticas que pudessem comprometer os interesses do grupo ligado ao Banco Master.

Segundo a PF, Mourão utilizava credenciais de terceiros para acessar áreas sensíveis e coletar dados protegidos por sigilo em órgãos públicos. As informações seriam repassadas ao núcleo responsável por decisões estratégicas. A decisão judicial, no entanto, não detalha quais dados teriam sido obtidos nem quem teria sido alvo do suposto esquema.

Ainda conforme a investigação, Mourão também usava o acesso privilegiado para remover conteúdos e perfis em plataformas digitais, se passando por representante de órgãos públicos para acionar canais oficiais de atendimento. A estratégia também seria utilizada para obter dados de usuários de interesse.

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A coordenação das ações ocorreria por meio de um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”. O objetivo, segundo a PF, era mapear adversários, monitorá-los e articular formas de intimidação para barrar iniciativas contrárias aos interesses do dono do Banco Master.

Foto: SBT News

Venda de títulos falsos

De acordo com a Polícia Federal, o esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

O nome da operação faz referência à suposta ausência de controles internos eficazes nas instituições envolvidas para prevenir crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Havia um mandado de prisão preventiva contra Daniel Vorcaro, que foi encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista.

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