Funcionários da Uneb denunciam atraso salarial e cobram pagamento de rescisões
Impasse se arrasta desde julho de 2025 após transição de contratos entre as empresas terceirizadas
Trabalhadores e ex-prestadores de serviço da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), lotados no Campus de Juazeiro, no norte da Bahia, denunciam o não pagamento de salários e verbas rescisórias. O impasse, que se arrasta desde julho de 2025, segundo a denúncia enviada à reportagem do Aratu On.
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A origem do conflito remonta à transição de contratos entre as empresas terceirizadas. Segundo os relatos, os profissionais que prestavam serviços através da Convic tiveram seus vínculos encerrados em julho, mas até o momento não receberam os valores referentes às rescisões, incluindo a multa de 40% e os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Com a entrada da nova gestão, sob responsabilidade da empresa Creta, a regularização dos pagamentos não teve sucesso. Segundo funcionários atuais, a Creta não apenas deixou de absorver as pendências da gestão anterior, como também passou a atrasar os vencimentos correntes, incluindo o salário do mês de janeiro de 2026.
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Além da falta de pagamento, os trabalhadores relatam dificuldades de comunicação, afirmando que a empresa não oferece retorno aos questionamentos sobre os prazos para a quitação dos débitos. O atraso motivou uma paralisação de dois dias na última semana, entre 19 e 20 de fevereiro.
A categoria ingressou com uma ação na Justiça para garantir os direitos dos profissionais de serviços gerais. No documento jurídico, a entidade detalha uma série de irregularidades que vão além do atraso salarial, como discrepâncias nos Termos de Rescisão, onde os valores calculados são inferiores aos devidos, e descontos indevidos de vale-transporte, vale-alimentação e Imposto de Renda sobre verbas de natureza indenizatória.
A reitoria da UNEB não havia se pronunciado sobre os critérios de fiscalização do contrato ou sobre as medidas que serão adotadas diante das paralisações. Da mesma forma, as empresas Creta e Convic foram procuradas para esclarecer o motivo dos atrasos salariais e verbas rescisórias, mas não atenderam às ligações nem responderam aos pedidos de nota oficial. O canal segue aberto para o posicionamento das empresas.

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