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Deputado Binho Galinha tem segunda prisão preventiva revogada após habeas corpus

Deputado segue detido por outro processo, no qual foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão

Por Anna Caroline Santiago.

O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), teve a segunda prisão preventiva revogada após a concessão de um habeas corpus pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A informação foi confirmada pela defesa do parlamentar.

Deputado Binho Galinha tem segunda prisão preventiva revogada após habeas corpus. Foto: Reprodução

Apesar da decisão, Binho Galinha segue preso em decorrência de outro mandado relacionado a uma investigação sobre uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de posse e porte ilegal de armas de fogo e munições de uso restrito. Nesse processo, o deputado foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão.

De acordo com o advogado Gamil Foppel, a revogação da segunda prisão preventiva representa uma nova decisão favorável ao parlamentar no âmbito das medidas cautelares determinadas pela Justiça. 

Mesmo com a revogação de uma das prisões preventivas, o deputado permanece custodiado em razão do outro processo.

Deputado Binho Galinha é condenado pela Justiça

O deputado estadual, Binho Galinha, foi condenado a 36 anos e 9 meses pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A ação decorre da Operação El Patrón, onde o deputado foi alvo e preso. A operação investigou organização criminosa envolvida em crimes de posse e porte ilegal de armas de fogo e munições de uso restrito

O judiciário fixou a pena de reclusão em regime inicial fechado. Além disso, a juíza decretou a prisão do sentenciado na própria sentença, citando o risco à ordem pública e a gravidade das condutas. Na medida acessada pelo AratuON, na noite desta quinta-feira (9), o parlamentar foi apontada como liderança em organização criminosa.

O judiciário mencionou que Binho é apontado em outras investigações como ocupante de posição de liderança em organização criminosa, o que potencializa o risco de suas condutas para a ordem pública.

Deputado Binho Galinha é condenado pela Justiça. Foto: Divulgação

Deflagrada em dezembro de 2023, a Operação El Patrón cumpriu dez mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão, bloqueio de R$ 200 milhões em contas bancárias e sequestro de 40 imóveis urbanos e rurais, além da suspensão de atividades de seis empresas.

O Ministério Público calculou em R$ 700 milhões o valor total cobrado, incluindo danos morais supostamente causados pela organização. Na época, o deputado afirmou, em nota, que confiava na Justiça e que estava à “disposição para dirimir dúvidas e contribuir quanto à transparência dos fatos”. 

Binho Galinha foi denunciado em 2023, pelo MP-BA, pela prática de receptação, contravenção do jogo do bicho, extorsão, agiotagem, lavagem de capitais e outros delitos. Outras 14 pessoas também foram denunciadas pelo Ministério Público.

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