Após audiência, Andrei receberá indenização considera ‘ínfima’ pela defesa
Exclusivo: Após audiência, Andrei receberá indenização considera ‘ínfima’ pela defesa
Por João Tramm.
Em entrevista exclusiva ao Aratu On, o advogado Dr. Bruno Moura, que atua na representação de Andrei Peroba, criticou o acordo firmado entre o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e os réus. Após audiência, Andrei receberá indenização considera ‘ínfima’ pela defesa.
O caso aconteceu em 15 de fevereiro de 2024, quando um momento de lazer após o trabalho no bairro de Cajazeiras 10 transformou-se em pesadelo. O desabamento do brinquedo "Intoxx" esmagou o braço de Andrei, levando à perda do membro e a um longo período de internamento no Hospital Geral do Estado (HGE).
Em entrevista ao Aratu On após a audiência, Andrei afirmou que ainda acredita que a Justiça será feita.

Após audiência, Andrei receberá indenização considera ‘ínfima’ pela defesa
Segundo o defensor, o encerramento da esfera criminal ocorreu porque já havia uma proposta prévia apresentada pelo Ministério Público, que acabou sendo aceita pelos envolvidos. Ele explica que, com isso, o processo criminal foi finalizado, mas destaca que o caso segue na área civil.
“Infelizmente, o resultado da audiência foi vexatório, afinal de contas houve um acordo entre o Ministério Público e os réus, onde os mesmos terão que pagar o pequeno valor, ínfimo valor, de cinco salários mínimos, com esse pagamento eles deixarão de responder a qualquer crime”, criticou.
Dr. Bruno Moura ressalta que a atuação da defesa continua na esfera cível, onde já houve decisões favoráveis à vítima, especialmente no que diz respeito à reparação dos danos. Apesar disso, o advogado cobra o pagamento
"Na esfera cível a gente já conseguiu o deferimento da liminar para eles, pessoas físicas que são réus. Aproveito aqui e me seja de digo que na esfera cível tem a fabricante do brinquedo e também a Prefeitura Municipal de Salvador, que foram obrigados, o judiciário entendeu que eles tem que pagar a prótese mecânica de Andrei, todavia até então eles fazem de tudo para se esquivar dessa responsabilidade.”
De acordo com ele, diversas manifestações foram apresentadas no processo com o objetivo de retardar ou impedir o pagamento. O advogado também destacou que a família enfrenta uma longa batalha judicial, que já se estende há cerca de dois anos. Ele pondera que, na esfera criminal, a atuação da defesa é mais limitada, mas demonstra confiança em um resultado mais efetivo na área cível.
“Há cerca de dois anos estamos nessa luta incansável e ocorre que essa luta com toda a justiça. Infelizmente, na esfera criminal nosso trabalho foi limitado, visto que a gente atua como uma extensão de acusação, mas na esfera civil com certeza alcançaremos um bom resultado ao final. E eu posso dizer à família de Andreia, a Comunidade de Cajazeiras e a toda a Sociedade Baiana que a justiça ao fim será feita.”

O relembre o caso Andrei Peroba
O parque de diversão ficava no Campo da Pronaica, no bairro Cajazeiras 10. Após o acidente, o espaço foi interditado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur).
As investigações técnicas foram contundentes: o acidente não foi uma fatalidade inevitável, mas sim o reflexo da ausência de revisões periódicas por parte do proprietário e da omissão de orientações de segurança pelo fabricante. O caso, que chamou a atenção da população baiana, agora segue para a definição de responsabilidades criminais e cíveis.
Na noite de quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024, Andrei foi até o parque após o trabalho para se divertir com a irmã de 17 anos e a prima de nove. Os três familiares estavam no brinquedo estilo pêndulo, quando o equipamento despencou e atingiu o chão. O jovem teve o braço esmagado e testemunhas relataram que havia muito sangue no local. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o HGE.
A irmã de Andrei, Andreia, também se machucou. Ela teve ferimentos leves e foi liberada depois de ser atendida no Hospital Eládio Lasserre.
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