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Polícia Federal inicia segunda fase da operação que investiga esquema de roubo de mercadorias nos Correios

Nesta manhã, estão sendo cumpridos um mandado de busca e apreensão, um mandado de prisão temporária e um mandado de medidas cautelares diversas da prisão em Jequié

Por Da redação.

Polícia Federal inicia segunda fase da operação que investiga esquema de roubo de mercadorias nos CorreiosDivulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25/7), a Operação Postal – Fase 2, criada com o objetivo é desarticular esquemas criminosos voltados para a prática de furtos e desvios de objetos postais no Centro de Distribuição dos Correios de Jequié, no sudoeste da Bahia.

Nesta manhã, estão sendo cumpridos um mandado de busca e apreensão, um mandado de prisão temporária e um mandado de medidas cautelares diversas da prisão em Jequié. A primeira fase da operação concluiu que houve desvios de mercadorias do CDD do município, que chegou a R$ 1.045.920,12.

Os criminosos estão atuando nesse esquema há pelo menos seis anos, e as mercadorias mais visadas eram eletrônicos, especialmente aparelhos celulares. Os objetos eram, então, revendidos no comércio da região como se tivessem procedência lícita.

O CDD de Jequié é responsável pela distribuição de encomendas de diversas cidades da região.

Com base nos trabalhos investigativos, a partir da deflagração da primeira fase da Operação Postal, a Polícia Federal descobriu que um servidor do órgão era o principal responsável pelos desvios das encomendas.

A investigação revelou ainda que as entregas dessas mercadorias desviadas chegavam a ser realizadas com o próprio carro oficial dos Correios, dentro do horário do expediente. A prática criminosa, segundo a Polícia Federal, se intensificou no período da pandemia de Covid-19.

Além dos mandados judiciais, foi determinado também o bloqueio judicial de R$ 1.045.920,12 das contas e bens dos investigados e a proibição de o servidor de exercer suas funções públicas.

Os delitos apurados na operação são associação criminosa, furto qualificado mediante fraude, receptação qualificada e peculato desvio, com penas que podem chegar a mais de 20 anos de prisão.

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