NOME SOCIAL: Aluno trans acusa faculdade privada de Salvador de transfobia
NOME SOCIAL: Aluno trans acusa faculdade privada de Salvador de transfobia
Por Da redação.
Um aluno trans do 5º semestre do curso de Direito da Faculdade Ruy Barbosa, em Salvador, acusou a instituição de transfobia. Victor Hugo Vilas Boas, de 21 anos, assumiu a transsexualidade em meados de setembro passado e conversou, na época, de forma informal com os coordenadores para explicar a situação e evitar possíveis constrangimentos, como no momento da chamada.
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Já em fevereiro, depois das férias, ele conversou com o professor e coordenador do curso para dar andamento ao processo. Mas com o Carnaval e outras festividades pela cidade, tudo continuou na mesma. Foi então que entre abril e maio deste ano, Victor entregou à faculdade um documento da Defensoria Pública do estado, solicitando o uso do nome social na lista de chamada e outros meios que fossem utilizar seu nome em público. Tal solicitação está prevista pela lei de Nº 8.727, de 28 de abril de 2016. Mesmo assim, nada foi feito, segundo o estudante.
Abaixo, o documento de solicitação – por parte da Defensoria Pública – do uso do nome social e o protocolo de entrega do mesmo à instituição, gentilmente cedidos por Victor Hugo.


Para agravar a situação, Victor ficou afastado por um determinado tempo por motivos de saúde. Quando retornou para as aulas, ficou indignado com a falta de solução da Ruy Barbosa, oito meses após o primeiro pedido, e decidiu postar um desabafo nas redes sociais.
CONFIRA ABAIXO O DEPOIMENTO NA ÍNTEGRA
Ao Aratu Online, o estudante de direito disse que a instituição entrou em contato com ele na manhã desta terça-feira (4/7), após ver a publicação, e que seu nome social já aparece quando ele entra no sistema, mas não para ‘o público’. “Outro dia um professor ‘gritou’ porque não conseguia achar meu nome na lista de chamada. Foi bastante constrangedor”, disse Victor, que ainda falou que algumas táticas foram utilizadas, como colocar o nome que consta no RG seguido pelo nome social, entre parêntesis, mas que isso não é eficaz, pois não evita o preconceito.
Procurada, a assessoria da faculdade ficou de se pronunciar, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
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*Publicada originalmente às 13h25
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