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27/11/2023 21h20 | Atualizado em 28/11/2023 10h10

Amigos e familiares se despedem de Jayme Fygura

Apesar de ser conhecido como Andarilho de Salvador, o artista gostava mesmo era de produzir em seu atelier.

Amigos e familiares se despedem de Jayme Fygura Foto:

Reprodução

Edimário Duplat

Foi enterrado nesta segunda-feira (27/11) o corpo do artista plástico Jayme Fygura, que morreu aos 64 anos. Por trás das máscaras e armaduras, existia um artista cujas obras foram pouco conhecidas em vida, assim como seu rosto que se mantinha escondido do grande público.

Amigos e familares se reuniram no Centro Histórico de Salvador para dar adeus ao artista plástico baiano. Sobre o seu caixão, estava um dos capacetes utilizados por Jayme, um dos elementos principais de sua arte. Ícone performático, Fygura morreu na tarde do último domingo (26/11) vítima de um infarto.

“Um homem incrível, profissionalmente e como pai. Hoje, eu e meu irmão estamos aqui graças a ele, que foi um cara presente mesmo na nossa vida”, lamenta Diógenes Almeida, um dos filhos de Jayme Fygura.

O rosto de Jayme Fygura poucos conheciam, mas a sua performance nas ruas do Centro Histórico de Salvador chamava a atenção de todos através da sua arte. Nos últimos quatro meses, Jayme trabalhava no Atelier do amigo Leonel Matos para dar conta de uma encomenda de 50 quadros a uma galeria de artes com sede em São Paulo e Nova Iorque.

“É uma perda muito grande, porque é um artista eclético, universal! É um artista ímpar, mas com a singularidade e uma transmissão do trabalho que ultrapassa as barreiras”, afirma Leonel

Em 1992, Jayme passou a usar sua indumentária: uma escultura de metal que cobria o seu corpo. Apesar de ser conhecido como Andarilho de Salvador, o artista gostava mesmo era de produzir longe das ruas, em seu atelier localizado no bairro do Carmo.

Nascido em Cruz das Almas, Jaime veio para a capital baiana aos 5 anos e desde sua infância criava brinquedos com latas e madeira.

“É um momento com certeza de tristeza, mas em que nós reafirmamos aqui para a família dele que a obra dele e todo o seu legado o eterniza enquanto uma produção cultural e um personagem que marca uma era para a cultura baiana”, afirmou o secretário de cultura Bruno Monteiro.

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