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01/11/2022 14h30 | Atualizado em 01/11/2022 15h56

Projeto transfere as primeiras mudas de corais para restauração de recifes na Baía de Todos-os-Santos

Mil mudas são cultivadas em berçários instalados na Baía de Todos-os-Santos. A expectativa é transferi-las para os recifes da região, contribuindo para a biodiversidade marinha

Projeto transfere as primeiras mudas de corais para restauração de recifes na Baía de Todos-os-Santos Foto: divulgação
Da Redação

Pescadores, ambientalistas e pesquisadores iniciaram as primeiras transferências das mudas de coral nativo para recifes na Baía de Todos-os-Santos. O experimento foi apresentado por José Roberto Caldas, conhecido como Zé Pescador, CEO da Carbono 14, durante a sexta edição do Fórum de Sustentabilidade da Baía de Todos-os-Santos, que aconteceu nesta terça-feira (1/11), como uma alternativa de restauração dos corais da região.

Com o uso de uma técnica inédita, o projeto Corais de Maré, promovido pela Carbono 14 em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Braskem, busca potencializar o crescimento da espécie Millepora alcicornis utilizando o plástico e outros materiais recicláveis em sementeiras construídas com o uso do esqueleto do Coral-sol, espécie considerada invasora na região.

"Ainda estamos na fase inicial do projeto, mas já vemos resultados promissores de crescimento mais acelerado do coral nativo a partir do uso de materiais plásticos, o que demonstra que essa é uma tecnologia inovadora com grande potencial de recuperação do ecossistema da Baía de Todos-os-Santos", afirmou Zé Pescador. "Já começamos a transferência de algumas mudas que estavam no grau de maturação adequado, mas como esse cultivo de coral no habitat natural nunca tinha sido feito, estamos avaliando o desenvolvimento dessas mudas e os melhores locais para instalação", concluiu.

Mil mudas são cultivadas em berçários instalados na Baía de Todos-os-Santos. A expectativa é transferi-las para os recifes da região, contribuindo para a biodiversidade marinha. Esses ecossistemas são responsáveis por abrigar pelo menos 25% das espécies marinhas, além de contribuir para a segurança econômica e alimentar da população das cidades costeiras, de acordo com estudos da Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN).

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Fonte: Da redação