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09/10/2020 14h33 | Atualizado em 09/10/2020 14h33

Caso Maria Selma: preso, suposto ex-namorado pede dinheiro à delegada em vídeo vazado; defesa nega

Caso Maria Selma: preso, suposto ex-namorado pede dinheiro à delegada em vídeo vazado; defesa nega

Caso Maria Selma: preso, suposto ex-namorado pede dinheiro à delegada em vídeo vazado; defesa nega Foto: redes sociais - divulgação/SSP - montagem/Aratu On
Da Redação

Mais um capítulo sobre investigações que recaem sobre a delegada Maria Selma Pereira Lima veio à tona. Um vídeo disseminado nas redes sociais mostra um rapaz, sentado na parte traseira de uma viatura da Polícia Militar, pedindo dinheiro para uma mulher. A pessoa do outro lado da linha seria a ex-chefe do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP). A defesa dela, porém, nega. 

Não há detalhes sobre quando o arquivo foi gravado, mas o rapaz que aparece solicitando R$ 4 mil no telefonema seria Pedro Ivan Matos Damasceno. Ele, que tem várias passagens pela Polícia Civil e estaria, na oportunidade, na frente de policiais da 13ª Companhia Independente (CIPM/Pituba), é apontado como ex-namorado de Selma pela delegada Carla Ramos em um relatório produzido por ela e entregue ao Ministério Público da Bahia. 

O documento, no mesmo trecho, sustenta que Selma, que já foi titular da 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba), usava as dependências da unidade policial para "supostamente cooptar meliantes para integrar a organização criminosa, usando o falso policial civil Claudio Marco Veloso Silva e a pessoa apontada como seu companheiro Pedro Ivan Matos Damasceno como intermediários". 

Durante a ligação, Pedro não diz que está preso, se limitando apenas a relatar que precisa do dinheiro para sanar uma dívida contraída com um agiota. "E eu estou aqui no CIDATA! […] Eu acabei de chegar aqui, estou aqui na Paralela", diz a mulher durante o telefonema. O Cidata, citado durante a conversa dos dois, é o Centro de Inteligência e Tomada de Decisão Tática, órgão ligado à Secretaria da Segurança Pública da Bahia. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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INVESTIGAÇÃO

No dia 8 de setembro, o Ministério Público informou que a representação relativa à delegada Maria Selma Selma Pereira Lima já está sendo investigada pelo Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público estadual (Gaeco). 

Ainda naquela oportunidade, o MP disse que procedimento corre sob sigilo, não sendo possível o fornecimento de outras informações neste momento, de modo a não atrapalhar a investigação e assegurar o êxito na adoção das medidas que se façam necessárias. O relatório produzido por Carla Ramos traz uma série de denúncias apontando um esquema criminoso instalado na Polícia Civil e supostamente chefiado por Selma. 

EXONERAÇÃO E DEFESA 

Maria Selma foi exonerada do DCCP também no início de setembro. Tanto o nome dela quanto de outros 12 delegados constam na lista publicada no Diário Oficial daquele dia. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, ela avisou que não pretende sair da vida policial para outra carreira. "Eu continuo sendo delegada e vou voltar. Então, se eu não conseguir a minha aposentadoria, eu vou voltar, porque eu gosto muito do que eu faço".

A delegada também comentou, em outro vídeo, o relatório produzido por Carla, que já foi hierarquicamente ligada à Maria Selma. "Estou aqui em respeito a vocês, meus 12 mil seguidores, para dizer que essas calúnias foram inventadas por essa delegada, que foi presa recentemente por tortura [está se vingando], e por esses quatro investigadores que eu tirei da delegacia de veículos [Delegacia de Repressão a Furto e Roubo de Veículos – DRFRV], porque estão respondendo, tanto na Corregedoria, quanto na Justiça, por extorsão. Então, gente, eu vou processar todos". 

Sobre o vídeo disseminado nas redes sociais, a defesa de Maria Selma Lima, procurada pelo Aratu On, disse por meio de um comunicado que “foi ventilado no início das investigações da Corregedoria da Polícia Civil, mas a delegada Selma disse não reconhecer como sendo dela a voz e, consequentemente, não ser verdadeiro o fato, podendo inclusive ser comprovado por uma simples perícia fonológica". 

A nota "atribui esses fatos a pessoas que estavam incomodadas com o trabalho sério que ela vinha fazendo na 16ª Delegacia no combate ao crime. Confia que seus advogados Sérgio Habib e Thales Habib vão conseguir absolvê-la dessas infundadas acusações criadas por fake news na internet, sem que tais fatos estejam nos autos das apurações realizadas no inquérito", concluiu. 

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Fonte: Da redação