Jovens preferem carteira assinada apesar de novas formas de trabalho, aponta pesquisa
41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem a CLT, enquanto 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam esse modelo
Por Liven Paula.
Os filhos que cresceram ouvindo os conselhos dos pais para investir e ter o próprio negócio já não preferem mais arriscar dessa forma. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.
Em tempos de pejotização e com um mercado instável para arriscar novos empreendimentos, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.
Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira. 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem a CLT, enquanto 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam esse modelo.

Principais números da pesquisa:
- 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);
- 18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;
- 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;
- 10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;
- 9,3% preferem abrir o próprio negócio;
- 6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);
- 20% não encontraram oportunidades atrativas.
Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A pesquisa foi realizada de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgada agora.
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