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Eleições na Aratu: Coronel prevê mudança em tempo de mandatos no Congresso e Governo Federal até 2034

Senador e candidato à reeleição também criticou ministros do STF, falou sobre fake news e defendeu mudanças na duração dos mandatos

Por Victor Hernandes.

O candidato ao Senado pela Bahia Angelo Coronel (Republicanos) defendeu uma mudança na duração dos mandatos no Congresso Nacional e no Governo Federal. O posicionamento ocorreu durante a segunda rodada da série de sabatinas da TV Aratu, nesta quarta-feira (16).

Angelo Coronel Durante Sabatina Da TV Aratu

Na ocasião, o postulante à reeleição ao Senado comentou a possibilidade de mudança no calendário eleitoral e na duração dos mandatos.

“Não vejo nenhum problema na redução. Agora, o que nós estamos fazendo contas, já que não foi aprovado neste ano, é que a unificação deve ocorrer em 2030. Isso porque quem já tem um direito adquirido e já está no próprio mandato, até se entrar com uma peça no Supremo Tribunal Federal (STF), poderá a Corte decidir que é um direito adquirido, porque se elegeu pelo período x e tem que cumprir aquele período.”

O candidato afirmou ser favorável à redução do período e avaliou que uma eventual mudança poderia ser aplicada entre 2030 e 2034, respeitando os mandatos que já estão em andamento.

“Também sou contra prorrogação, mas o que estamos bolando é ver se coincide para 2030 ou 2034, porque são várias eleições. Eleição de prefeito é uma coisa, tem eleição de governador, aí vem eleição de senador, que são oito anos. Então, acredito que deve ficar tudo em cinco anos. O Senado reduz para cinco e também o Executivo sobe de quatro para cinco, sem direito a reeleição.”

Coronel faz críticas ao STF

Ainda na sabatina, o senador criticou a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no Judiciário brasileiro. Ele também mencionou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por ele para alterar a forma de escolha dos ministros da Corte.

A PEC 77/2019, de autoria de Angelo Coronel, prevê mandato de oito anos para ministros do STF, com possibilidade de recondução, e propõe mudanças no processo de escolha dos integrantes da Corte. Pela proposta, a indicação deixaria de ser uma atribuição exclusiva do presidente da República, com participação também da Câmara dos Deputados e do Senado.

“Em 2019, quando assumi o Senado, fiz uma PEC para dar mais clareza à indicação dos nomes dos ministros do STF. Essa PEC resume três nomes para a Câmara, três para o Senado e cinco para o presidente da República, e com mandato de oito anos”, disse.

Ao classificar a crise no STF como um “verdadeiro absurdo”, Coronel afirmou ainda que os senadores podem abrir um processo, ouvir testemunhas e cassar ministros caso sejam identificadas irregularidades.

“Não dá mais para deixar ministro se perpetuar no poder. Temos que ter um prazo de oito anos. Se ele agir dentro da conduta legal, ele pode ter mais um mandato de oito anos, referendado pelo Senado e pelo Congresso Nacional. Agora, não tem como o ministro passar 35 anos em uma Corte. Isso vira um absurdo e perde o estímulo”, elencou.

Fake news e deepfakes

Outro ponto tratado pelo candidato foi o avanço das fake news e dos conteúdos manipulados nas redes sociais. Segundo ele, o anonimato dificulta a responsabilização de quem divulga conteúdos ofensivos ou falsos.

“Fake news ainda é um tema da moda. O que não pode é alguém te xingar no anonimato e você não saber como interpelar. Acredito que, se alguém me difama, eu tenho direito de responder”, observou.

Coronel disse ainda que o anonimato nas redes sociais dificulta a reação de pessoas que são alvo de ataques e também torna mais complexa a investigação por parte das autoridades.

“Geralmente, as pessoas ficam por trás de um perfil anônimo nas redes sociais e destilam ódio em seus alvos, e você não sabe como conter isso. A própria Justiça e a Polícia Federal têm dificuldade de investigar. A fake news é um problema sério no Brasil”, comentou.

O candidato também chamou atenção para o uso de inteligência artificial para produzir deepfakes.

“Para abrir hoje um perfil falso, precisa colocar mais dados, e esses dados podem chegar ao autor dessas maldades. Ainda não descobrimos se vamos ter muitas fake news e deepfakes. São esses detalhes que não sei se o criminoso digital já vai operar com esse crime nas eleições. Mas espero que não aconteça e que os Tribunais Eleitorais fiquem atentos e sejam ágeis na hora que alguém for se queixar”, observou.

Programas sociais

Também na sabatina, Coronel defendeu um modelo de desenvolvimento capaz de ampliar a geração de empregos e renda no Brasil.

“Esperamos mudar para ter um Brasil diferente e moderno, que siga as métricas mundiais de desenvolvimento e que gere emprego e renda, mas que a pessoa tenha dignidade de estar ali trabalhando para ganhar o seu dinheiro”, disse o candidato à reeleição ao Senado Federal.

Coronel disse não ser contrário aos programas sociais, mas defendeu que o país também avance na criação de empregos e oportunidades, especialmente para a população jovem. De acordo com ele, políticas de incentivo ao empreendedorismo podem contribuir para ampliar a autonomia financeira.

“Não sou contra programas sociais, mas temos que deixar o Brasil livre, que não precise aliciar as pessoas com uma cesta básica ou programas sociais, que são merecidos, porque tem muita gente passando necessidade. Temos que manter esses programas, sim, mas precisamos abrir oportunidades, principalmente para a juventude começar a empreender e vislumbrar que a prosperidade está à sua frente”, avaliou.

Sabatina com candidatos na TV Aratu 

O Grupo Aratu iniciou na última segunda-feira (14) a série de sabatinas com candidatos ao Senado pela Bahia. A programação das “Eleições na Aratu” teve a ordem divulgada com os seis postulantes ao cargo.

Com mediação do jornalista Pablo Reis, as entrevistas são realizadas ao vivo, sempre das 18h40 às 19h15, e terão transmissão multiplataforma pela TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, Portal Aratu On, Rádio Antena 1 Bahia e canais digitais do grupo.

A iniciativa integra a cobertura especial das Eleições 2026 e tem como objetivo oferecer ao público informações qualificadas sobre as propostas, trajetórias e posicionamentos dos candidatos que disputam uma das vagas baianas no Senado Federal.

A ordem das sabatinas com os candidatos ao Senado tem três entrevistas semanais. Na primeira semana, participaram Rui Costa (14), professora Deliana Ricelli (15) e Angelo Coronel (16). Na próxima semana, serão entrevistados Jaques Wagner (21), Marcelo Carvalho (22) e João Roma (23).

Para Pablo Reis, as sabatinas reforçam o compromisso do Grupo Aratu com o jornalismo de interesse público e com a promoção de um debate democrático qualificado durante o período eleitoral. 

Esse posicionamento também se traduz na realização de iniciativas que ampliam o espaço para o debate sobre os rumos da Bahia. No dia 9 de agosto, a TV Aratu foi a primeira emissora do estado a promover um debate com os candidatos ao Governo da Bahia.

"As eleições são um dos momentos mais importantes da democracia, e o papel do jornalismo é garantir que o eleitor tenha acesso a informações confiáveis para formar sua opinião. As sabatinas oferecem um espaço para que os candidatos apresentem suas propostas e sejam questionados sobre temas relevantes para a Bahia e para o país, contribuindo para uma escolha mais consciente nas urnas", afirma o jornalista.

Além das entrevistas com os candidatos ao Senado, o Grupo Aratu vem ampliando sua cobertura eleitoral com projetos editoriais especiais desenvolvidos para aprofundar o debate público e aproximar o eleitor dos principais personagens da disputa.

Pablo Reis Aratu Nas Eleicoes Divulgacao

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