Entenda o que pedem professores da rede particular de Salvador em paralisação
Professores da rede particular de Salvador anunciaram a suspensão das aulas nesta terça-feira
Em campanha por reajuste salarial, professores da rede particular de ensino de Salvador paralisam as atividades nesta terça-feira (9). Convocada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), a assembleia geral da categoria pretende discutir a valorização do piso da carreira e os rumos das negociações com o setor patronal.

Reivindicações da categoria
Segundo o sindicato, as negociações da campanha salarial tiveram início em março, mas, até o momento, não houve avanços nas tratativas com o setor patronal. Os trabalhadores afirmam que enfrentam sobrecarga de trabalho e realizam diversas atividades sem remuneração adequada.
De acordo com o professor Allysson Mustafa, a categoria busca garantir melhores condições de trabalho e ampliar direitos. “Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores”, afirmou.
Além da falta de avanços nas negociações, os docentes demonstram preocupação com propostas apresentadas pelas instituições de ensino. Segundo Mustafa, o setor patronal discute a possibilidade de reduzir benefícios já conquistados pela categoria, como o período de recesso e a concessão de bolsas de estudo para filhos de professores.
Em nota, o Sinpro-BA informou que, durante a rodada de negociação realizada em 27 de maio, os representantes das escolas particulares rejeitaram as propostas apresentadas pelo sindicato. Entre as reivindicações negadas estão o reajuste salarial, a qualificação do piso da categoria, a ampliação do recesso e a regulamentação, com remuneração específica, das atividades e avaliações exigidas pelas instituições de ensino.
A entidade também critica o que classifica como excesso de trabalho não remunerado, incluindo tarefas administrativas, elaboração e correção de avaliações e outras demandas realizadas fora da jornada regular.
Professores da rede particular realizam paralisação nesta terça-feira em Salvador

De acordo com a entidade, a suspensão das aulas ocorre para viabilizar a realização de uma Assembleia Geral da categoria, marcada para a manhã desta terça. Durante a reunião, os trabalhadores irão discutir os rumos da campanha salarial e poderão deliberar sobre a decretação de estado de greve.
A assembleia será realizada de forma presencial na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (Sindae), localizada na Rua General Labatut, nº 65, no bairro dos Barris, em Salvador. Também haverá participação virtual por meio de link disponibilizado pelo sindicato.
A primeira convocação está prevista para as 8h, com segunda convocação às 8h30. Segundo o Sinpro-BA, a paralisação das atividades foi definida para garantir a participação dos professores no encontro.
Paralisação de professores em Salvador
No ano passado, os professores da rede municipal de ensino de Salvador entraram em greve, no mês de maio. A paralisação ocorreu após a categoria reivindicar o pagamento do piso salarial nacional, que na época era fixado R$ em 4.867,77.
Os professores da rede municipal de educação de Salvador aprovaram, na terça-feira (6) da semana anterior, uma greve geral por tempo indeterminado. A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) após uma manifestação realizada na Praça do Campo Grande.
A paralisação tem como principais pautas o cumprimento da Lei do Piso do Magistério, melhorias na infraestrutura das escolas e a valorização dos profissionais da educação.
De acordo com dados do Censo da Prefeitura, mais de 9 mil docentes atuam atualmente nas escolas públicas da capital baiana. Em nota, a APLB informou que “a decisão foi tomada em assembleia-geral convocada pela APLB-Sindicato diante da proposta salarial insatisfatória da Prefeitura” e que o documento formalizando a greve já foi encaminhado ao Executivo Municipal.
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