Preços dos remédios aumentam a partir de abril; saiba como economizar

Mesmo com os valores reduzidos, os preços dos remédios ainda enfrentam resistência devido às dúvidas sobre as diferenças entre remédios originais, genéricos e similares.

Por Liven Paula.

Os medicamentos passarão por reajustes nos valores no dia 31 de março, com os novos valores entrando em vigor em abril. Segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), os reajustes podem chegar até 3,81%.

Os valores atuais permanecem válidos até 31 de março. A atualização dos preços ocorre uma vez por ano, conforme estabelece a lei que regulamenta o mercado farmacêutico brasileiro. Os medicamentos fitoterápicos, que são isentos de prescrição e de alta concorrência, bem como os homeopáticos, não seguem essa regra de reajuste. 

Medicamentos com maior concorrência no mercado podem ter o reajuste de até 3,81%. Já medicamentos que possuem concorrência intermediária, classificados como nível 2, poderão aplicar um aumento de até 2,47%. 

Por fim, a CMed estabeleceu que os remédios com menor concorrência terão um teto de reajuste de até 1,13%. Apesar de a CMed ter autorizado os novos valores, o reajuste não é automático ou obrigatório para as empresas do setor farmacêutico.

Como economizar

Apesar do aumento, ainda se pode economizar alternando a compra com remédios genéricos ou similares. O preço reduzido, mesmo sendo interessante, ainda sofre resistência. Isso ocorre por causa das dúvidas sobre as diferenças entre os remédios “originais”, “genéricos” e “similares”.

O farmacêutico Lavoisier Diniz, que também é gerente operacional e de marketing da rede Multmais, explica que a principal diferença é que o medicamento genérico não tem marca. Ele possui o “G” com a faixa amarela e é identificado pelo princípio ativo da substância. Já o medicamento equivalente, chamado de similar, possui um nome comercial.

Remédios

Os dois possuem a mesma eficácia, segurança e qualidade de um medicamento de referência e passam por testes chamados de bioequivalência, exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Ainda de acordo com ele, os medicamentos genéricos e similares são opções seguras e econômicas para o cliente, inclusive por possuírem a mesma eficácia, segurança e qualidade do medicamento de referência.

Em um estudo realizado pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa, em parceria com a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), em 2024, foi feita uma pesquisa com 4 mil consumidores. Entre os entrevistados, 93% afirmaram ter um grau de confiança muito alto nos produtos genéricos, 5,6% médio e 1,4% baixo.

Mesmo com a opção dos genéricos e similares, as dicas para economizar nas compras seguem as mesmas: muita pesquisa em farmácias e também por aplicativos.

Pesquisa Aplicativo

A população também possui a opção da Farmácia Popular do Brasil, que oferece medicamentos gratuitos e com desconto. O programa funciona em parceria com farmácias privadas e disponibiliza remédios para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, dislipidemia (colesterol alto), rinite, doença de Parkinson, glaucoma, diabetes mellitus associada a doenças cardiovasculares e anticoncepcionais, além de fraldas geriátricas e absorventes higiênicos. O governo paga parte ou todo o preço dos remédios.

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