ASSUSTADOR: Em apenas três dias de carnaval, números de atendimentos por traumas na face cresce 141% durante a folia
ASSUSTADOR: Em apenas três dias de carnaval, números de atendimentos por traumas na face cresce 141% durante a folia
Se por um lado, a sexta-feira (5/02) teve presença recorde de público neste carnaval, por outro, registra-se até agora, um crescimento assombroso dos números de atendimentos por traumas na face estes três dias de folia.
Segundo balanço divulgado esta manhã (6/02) pela prefeitura, os módulos assistenciais à saúde instalados nos circuitos do Carnaval receberam desde o início da festa 188 vítimas que, por sua vez, precisaram ser atendias por equipes de cirurgiões bucomaxilofacial.
O número cresceu 141% se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 78 atendimentos. O módulo Farol da Barra liderou as ocorrências com 42 intervenções, seguido do Shopping Barra com 28, Montanha com 23 e Sabino Silva com 20 atendimentos.
O número total de atendimentos (1393) teve uma majoração de 21% em relação a 2015 (1151). Deste total, 67,7% foram clínicos, 13,5% bucomaxilofacial, 7,1% cirúrgicos, 9,2% ortopédicos e 2,5% de enfermagem.
?Tivemos um dia a mais de festa, o que pode estar relacionando com este aumento de casos. Mas, o que de fato tem nos surpreendido é o crescimento dos episódios de violência, sobretudo os casos de agressões físicas e por arma branca, que têm encabeçado os registros de atendimentos nos circuitos”, declarou José Antonio Rodrigues Alves, secretário municipal da Saúde, durante a coletiva realizada na Sala de Imprensa Oficial do Carnaval.
Raio-X
Em relação aos atendimentos realizados nos postos dos circuito, o Dodô (Barra/Ondina) respondeu por 66% dos atendimentos, já o Osmar (Campo Grande) 31% e o Batatinha (Pelourinho) com 3%.
O Posto Farol da Barra liderou em número de atendimentos (305) e, quando comparado ao ano anterior (172), houve acréscimo de 77,3%, seguido do Sabino Silva (171), Ademar de Barros (167), Shopping Barra (152) e Piedade (149).
As principais causas de atendimentos foram agressões físicas (210), intoxicação alcoólica (172), cefaléia (110), dor de membros inferiores (103) e agressão por arma branca (93). O circuito Dodô (Barra/Ondina) registrou 62,9% das ocorrências por agressão física, seguido do Osmar (Campo Grande), com 36,7%.