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13/04/2021 15h51 | Atualizado em 13/04/2021 16h10

Vendas do varejo baiano voltam a crescer e tem desempenho melhor que o nacional em fevereiro

Venda de automóveis cresceu pela primeira vez depois de um ano, mas lojas de materiais de construção tiveram queda de rendimento

Vendas do varejo baiano voltam a crescer e tem desempenho melhor que o nacional em fevereiro Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS
Da Redação

As vendas do varejo na Bahia voltaram a crescer em feverreio. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mês registrou alta de 1,6% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. 

Esse foi o primeiro resultado positivo após sucessivas quedas desde novembro. Com esse desempenho, o volume de vendas na Bahia já se encontra praticamente no patamar registrado em fevereiro de 2020, no pré-pandemia, com uma discreta variação negativa (-0,1%) no acumulando entre março de 2020 e fevereiro de 2021. 

Além disso, o resultado baiano entre janeiro e fevereiro foi superior ao nacional, que teve aumento de 0,6%. Por outro lado, o resultado foi negativo na comparação de fevereiro/21 com fevereiro/20, mostrando queda de -5,0%. Nesse sentido, o estado teve resultado pior que o verificado no Brasil como um todo (-3,8%). 

No acumulado do ano, a Bahia registrou queda de 3,8%, enquanto a queda nacional teve média de 2,1%. O estado também se mantém em queda de 4,9% no acumulado nos últimos 12 meses, ou seja, na comparaçaõ aos 12 meses anteriores. O estado tem o terceiro pior resultado do país nesse confronto, acima apenas de Distrito Federal (-7,3%) e Ceará (-6,1%).

QUEDA

O IBGE apontou que a taxa mais negativa veio novamente nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria, que diminuíram 43,9%. Esse setor tem tido queda nas vendas desde julho de 2018.

As quedas mais sentidas, entretanto, foram na vendas dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-10,8%), por ser o setor de maior peso na estrutura do varejo baiano, por isso teve a principal influência no resultado geral, e do segmento de tecidos vestuário e calçados (-27,9%).

Em fevereiro, seis das oito atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, em relação a fevereiro de 2020.  Os dois únicos segmentos que mostraram resultados positivos foram, mais uma vez, os de móveis e eletrodomésticos (26,5%), e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos.

VAREJO AMPLIADO

Em fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano apresentou crescimento frente a janeiro, de 4,4%. O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Esse também foi o primeiro resultado positivo após três meses de queda e, com isso, o estado ficou acima do país como um todo, que teve queda de 4,1%. Frente ao mesmo mês do ano anterior, porém, as vendas do varejo amplicado na Bahia seguiram em queda (-3,3%).

No confronto com fevereiro de 2020, as vendas de veículos na Bahia apresentaram o primeiro crescimento (1,5%) após um ano inteiro de quedas. Já o comércio de material de construção teve queda de 2,6%), após dois meses seguidos em alta, e apresentou o pior resultado do mês no Brasil.

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Fonte: Da redação