Prefeito diz que pipoca no Centro é contrapartida por apresentação na Barra
Na divulgação da programação do Carnaval: Prefeito diz que pipoca no Centro é contrapartida por apresentação na Barra
Por, Matheus Caldas e João Tramm.
A Prefeitura de Salvador divulgou, na manhã desta quarta-feira (4), as atrações da Abertura Oficial do Carnaval de Salvador 2026, logo após o prefeito Bruno Reis (União Brasil) conceder entrevista coletiva à imprensa. Nas negociações, prefeito diz que pipoca no Centro é contrapartida por apresentação na Barra, atualmente o mais disputado pelos foliões.
Mais cedo, Bruno Reis já tinha informado que as atrações do Carnaval serão todas custeadas por patrocinadores. Desse modo, o poder público não desembolsará recursos para o pagamento direto dos cachês.
A pipoca este ano contará com grandes nomes, como Ivete Sangalo, na terça-feira de carnaval, além da abertura dos festejos, na quinta-feira com Xanddy, Márcio Victor e Edcity. Apesar destas grandes atrações, o patrocínio será responsável por arcar com tais nomes.

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Prefeito diz que pipoca no Centro é contrapartida por apresentação na Barra
Segundo Bruno Reis, o crescimento do circuito da Barra fez com que ele se tornasse o principal interesse dos artistas. Em contrapartida, o centro histórico é oferecido, no intuito de fortalecer e equilibrar os circuitos.
“Hoje, pelo crescimento que teve e por ter se tornado o circuito mais procurado pelo folião, todos querem se apresentar lá. A gente sempre pede, como contrapartida, que também possam se apresentar aqui no Centro”, afirmou.
A declaração foi feita durante o anúncio oficial da programação do Carnaval, que integra o calendário da folia em Salvador em 2026. No ato, a gestão municipal também revelou os destaques do Circuito Osmar, no Campo Grande. Como informou, ao Aratu On, a Secretária de Cultura de Salvador, Ana Paula Matos (PDT), o fortalecimento deste da folia no centro segue sendo um dos focos do poder público.
Apesar do fortalecimento do Centro, o circuito Barra-Ondina segue com grandes atrações, dentre elas: O Kannalha, Léo Santana, Psirico, Aline Rosa, Carlinhos Brown, Tony Salles, Fantasmão, La Fúria, Araketu, Aline Rosa, La Fúria, Thiago Aquino, Vina Calmon e Solange Almeida.
Aumento dos cachês:
O prefeito destacou ainda que, mesmo com o aumento dos cachês no mercado de eventos, Salvador consegue negociar valores abaixo dos praticados em outras cidades, justamente pela visibilidade que o Carnaval da capital oferece.
“Muitos querem se apresentar em Salvador, nessa grande vitrine, nesse grande palco, que acaba tendo repercussão nacional e internacional. Isso nos permite fazer negociações e reduções de cachês mais vantajosas do que em outros lugares”, disse.
Bruno Reis também reforçou que todas as atrações do Carnaval de Salvador são custeadas por patrocinadores, sem uso de recursos públicos para pagamento de cachês. Ele citou a renovação do contrato com a Ambev e outros patrocinadores como fundamentais para viabilizar o modelo.
O gestor comparou ainda a realidade do Carnaval com outros períodos festivos, como o São João, quando a concorrência entre municípios eleva significativamente os cachês dos artistas.
“No Carnaval, são poucas cidades que realizam grandes festas. Já no São João, a maioria dos mais de 5.500 municípios faz evento, e isso gera uma disputa que dificulta fechar a conta, especialmente para pequenas e médias cidades”, avaliou.
Como exemplo do modelo adotado em Salvador, o prefeito citou o Festival da Virada, cujas atrações, segundo ele, também são financiadas integralmente pela iniciativa privada.
“Todas as atrações do Festival da Virada são pagas por patrocinadores. Inclusive o show de Roberto Carlos foi totalmente custeado pela iniciativa privada. Não houve publicação de cachê porque a prefeitura não pagou”, afirmou.
Bruno Reis ressaltou, no entanto, que essa não é a realidade da maioria dos municípios brasileiros, que dependem de recursos públicos para realizar eventos, o que pode comprometer investimentos em áreas essenciais como saúde e assistência social.

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